20 de março de 2018/POR Carol Soares

Um festival diz muito sobre sua cidade e vice-versa. São identidades compartilhadas, valores e referências que se misturam. Agora também convidamos você para viajar conosco.

Deixe um festival te emocionar, deixe uma cidade te encantar. Convidamos moradores e apaixonados por suas cidades para dividir seus olhares e experiências locais com a gente. E ainda calculamos pra você o quanto custa o rolê todo.

Boa viagem!

São Paulo + Lollapalooza Brasil

Você sabia que mais da metade do público do Lollapalooza é de turistas? Ou seja, além de todas as atrações do festival, ainda tem uma cidade incrível para ser explorada pelos viajantes. Um final de semana é pouco, por que não programar sua próxima vinda ao Lolla com uma boa esticada pra conhecer e se apaixonar por São Paulo?

Quem dá todas as dicas são dois ex turistas que viraram moradores: o Luiz Felipe, bate carteirinha no Lolla há mais tempo do que muito marmanjo por aí. Já escreveu sobre o Lolla aqui e aqui. Há dois anos deixou a família lá em Brasília e veio  fazer faculdade de Publicidade e Propaganda em Sampa.

A Isabela Diniz também é publicitária e há 10 anos saiu do Rio para vir trabalhar na MTV em SP. Apaixonada por música, um de seus programas favoritos é ir a shows. Depois de trabalhar em diversas agências de publicidade e produtoras de vídeo, seu trabalho hoje é na Jukebox, uma produtora de som que faz trilhas para Publicidade, TV e Cinema. Junto com sua família desenvolveu a Leva, marca de acessórios para atender mulheres que estão passando por tratamento de câncer.

Neste post você encontrará (você pode ler inteiro ou clicar apenas nos links do seu interesse):

Por que ir?
Como ir?
Onde ficar?
Enquanto o festival não chega
Para comer e beber
Imperdível
E o festival?
Quanto custa?

Por que ir?

Se a pergunta não está sendo “Por que ir de novo para SP”?, algo está terrivelmente errado. O Luiz Felipe até prefere o Rio, mas afirma que São Paulo tem que ser um roteiro essencial para qualquer brasileiro: “sendo uma cidade com vida noturna impecável, alta (e baixa) gastronomias espetaculares e várias opções de museus e programas diferentes, a questão não é porque ir, mas quantas vezes ir!”

Um dos motivos pelos quais a Isabela trocou o Rio por São Paulo é a diversidade cultural, já que além de gente de todo o Brasil e do mundo, em São Paulo ela encontra shows super incríveis em qualquer dia da semana. Ela sempre começa a semana com um show na agenda e recomenda: Fique de olho no programação do Sesc“o bolso agradece!”.

Como ir?

Sendo o centro financeiro do Brasil, o que não falta é meios para ir para São Paulo. Tendo três aeroportos (contando com o de Campinas), a possibilidade de conseguir uma boa promoção de qualquer lugar do Brasil é alta. Considere também pegar um ônibus se você estiver em um estado vizinho, as estradas são ótimas e os preços um pouco menores que vir de avião. Dentro de SP o sistema de trens e metrô é bem eficiente, te levando para boa parte da cidade.

Onde ficar?

É sempre legal procurar ficar perto de uma estação de metrô, assim você ganha bastante tempo no locomoção. Pra você que não conhece SP, o Autódromo de Interlagos ~ onde acontece o Lolla ~ fica na zona sul da cidade e um pouco afastado das atrações. Mas a linha 9-Esmeralda te deixa a uns 20 min de caminhada da entrada do festival. Só se liga na hora de voltar pra casa porque o metrô fecha à meia noite na sexta e domingo e à 1h da manhã no sábado.

Enquanto o festival não chega

Para o Luiz Felipe, o bairro da Vila Madalena é uma das melhores opções para curtir um dia em Sampa (sem chuva):

“Além das dicas de lugares para comer (abaixo), a quantidade de barzinhos legais por ali comprovam o fato da Vila Mada ser reconhecida como um dos bairros mais boêmios do país. Use o tempo por ali para dar uma passeada nas ruas, tem o Beco do Batman (queridinho do instagram) e várias lojinhas bacanas!”. Aproveite o passeio para um café no Coffee Lab“desde as roupas dos garçons, à decoração ao processo de moer seu café na hora, o estabelecimento diferentão da Vila Madalena é uma ótima opção para conhecer algo divertido e gostoso.”

Beco do Batman

Caso chova, sua opção deve ser visitar os museus! Desde os mais tradicionais, como o Masp, o MIS e o Tomie Ohtake, até as pequenas galerias espalhadas pela cidade inteira (incluindo na Vila Madalena), você exalará arte ao fim do dia.

Mas guarda energia para a noite. A noite paulistana é reconhecida mundo afora como uma das mais agitadas. A minha dica, por mais que óbvia, é a rua Augusta. A Augusta é a rua que vai apresentar o melhor custo benefício para quaisquer que seja a sua vontade de dançar, gastar e ouvir. Bares, Pubs, praças, baladas – indies, eletrônicas, LGBT, brasileira, pop etc – você vai encontrar por lá e com certeza voltará do rolê bem feliz.”

Pra comer e beber

A Mercearia São Pedro é um dos botecos favoritos da Isabela: “tem cerveja de garrafa e gelada!Pastel de feira é um petisco que adoro. Mas se não encontrar companhia para dividir, se jogue no sanduíche de mesmo nome , o  Mercearia. Ah! Tem livros incríveis a venda e posters com tema de cinema e musica espalhados pelos 4 cantos do bar. Por essas e outras que eu amo esse lugar! Dias mais tranquilos: Segundas, terças e sábados. Abre pra almoço. A pedida é almoçar na Mercearia e tomar café no brechó ao lado com brigadeiro ou trufa”.

Mercearia São Pedro (Foto: www.infograficos.estadao.com.br)

Se você curte experimentar comidas de outras partes do mundo, se liga nessas outras dicas dela: Riconcito Peruano: “um dos melhores ceviches que já comi! Excelente custo benefício. Atendimento super rápido. Os garçons são todos peruanos e atenciosos. Os pratos são enormes! Dá pra dividir. Excelente opção para repor as energias ou até “queimar a largada” no Pisco Sauer. Não será em vão”Biyouz: “é um restaurante africano bem no centrão de São Paulo. Os atendentes são africanos e mal sabem falar português, mas com o carisma a gente se entendeu nas duas vezes que fui. Recomendo a caipirinha de gengibre!”.

Para o Luiz Felipe o melhor da gastronomia de SP é a ampla oferta entre a baixa e da alta gastronomia. Ou seja, ele recomenda fortemente aquele pão na chapa da padoca da esquina, o sanduíche de mortadela do Mercado Municipal ou até mesmo um milho da rua, “que hoje em dia até aceita cartão”. A gastronomia da Rua Augusta, que já foi nomeada como a rua mais vegana do Brasil também merece ser desbravada: “food trucks como os que ficam no calçadão urbanoide (um beco dentro da rua com mais de dezenas de opções variadas, dentre paraense, tailandesa, italiana e mexicana) surgem de montes. Ah, e com ótimas opções para drinks e cervejas artesanais também.

Mercado Municipal (Foto: www.gallivant.com)

Agora, se o seu caso de amor gastronômico também for por hambúrguer, segue aqui a lista do Luiz Felipe: Holy Burguer: “a melhor combinação possível entre burguer + batata + cerveja + sobremesa (em especial o pudim da casa)”, Cabana Burguer: “preço e qualidade num ambiente super bacana”, Lanchonete da Cidade: “se o seu rolê estiver com mais de 6 pessoas, a tradicional lanchonete é a melhor pedida para não esperar uma eternidade para ter que sentar”, Z Deli: “o melhor hambúrguer não bovino que eu já comi na vida (sério, vai por mim e pede o de cordeiro de lá)” e Raw Veggie: “hamburgueria 100% vegetariana que não fica nem um pouco longe desses de cima em questão de gosto”.

Imperdível

A Isabela bate carteirinha mesmo é no Sesc e pra ela os dois imperdíveis de visitar são o Sesc 24 de Maio e o Sesc Pompéia:

“O Sesc 24 de maio foi projetado pelo João Paulo Mendes da Rocha e é perfeito para passar a tarde descansando e contemplando. As cadeiras e a vista do ultimo andar são para isto! No mesmo andar tem um café sensacional e uma espécie de piscina para molhar os pés. A criançada pira! Se não estiver tão exausto dos shows, conheça todos os andares descendo pelas rampas começando do último andar! Minha recomendação é continuar o tour caminhando até o Edifício Copan passando pela famosa esquina da São João com a Ipiranga. Lá no Copan você pode conhecer a galeria do condomínio com suas lojas e restaurantes e finalizar com um outro café. O Café Floresta, um verdadeiro clássico. Para quem não tem muito tempo na cidade, é minha recomendação. Um amigo argentino tinha menos que um dia na cidade e foi infalível.”

Sesc 24 de maio (Foto: www.galeriadaarquitetura.com.br)

Sesc Pompéia é o meu favorito, projeto da arquiteta Lina Bo Bardi. Se não conseguir assistir a um show, vá ao menos para conhecer essa fábrica que virou espaço cultural. Minha recomendação para acompanhar o tour pela fabrica é o sorvete de iogurte com caldas vermelhas da comedoria. Eu gosto de chegar bem antes dos  shows começarem, assim tenho tempo de aproveitar o cardápio da comedoria que sempre tem preços ótimos e uma variedade incrível. No inverno gosto de sentar perto da lareira que eles acendem.”

Sesc Pompéia (Foto: www.archdaily.com.br)

Outras atrações musicais imperdíveis são: para a galera do rock, o recente V.U na Barra Funda, o Alberta e o Olga 17.  Samba e MPB é no Ó do Borogodó e no Bar do Alemão. E jazz é no Jazz nos Fundos.

Para uma experiência também singular, o Luiz Felipe indica o Break Lab: o bar + hamburgueria apresenta um quarto feito para que os consumidores quebrarem objetos como Tvs, micro-ondas e mesas. “Se o estresse tá alto até mesmo na hora de passear ou se quer viver uma noite “meo, isso é muuuito black mirror,” o Break Lab vai ser uma ótima fonte de histórias para contar pros amigos depois.”

Break Lab (Foto: www.guiadasemana.com.br)

E o festival?

Foto: Divulgação

O Luiz Felipe já escreveu sobre a sua experiência no Lollapalooza aqui e aqui, inclusive sobre o vínculo emocional que ele tem com o evento <3

“A real sobre o lolla é: você não vai ter uma experiência tão próxima de um grande festival de fora como o Lollapalooza. E o melhor: cheiiio de gente animada que dão outro sentido ao autódromo de Interlagos. Artistas grandes, artistas que nunca aparecem por aqui, brasileiros bem estabelecidos na cena ou até mesmo aqueles artistas que ontem estavam tocando no pub perto de casa e agora fazem o maior sucesso no Spotify, o festival é uma grande mistura de estilos.

Além dos shows, o evento que veio dos Estados Unidos em 2012 proporciona uma experiência completa. O chef’s stage (reunindo chefes renomados do país), o lolla Market (um conjunto de lojas de roupas, acessórios e até estúdios de tattoo) e as ativações das marcas (que todo ano apresenta coisas bem divertidas) são apenas exemplos de como você passará seu final de semana de forma bem maneira.”

Suas dicas para essa edição do festival são:

  • LCD soundsystem e sua turnê que nunca pensávamos que aconteceria de novo;
  • Anderson .Paak and the free nationals com a melhor mistura de rap com jazz que você conseguirá ver às 16h da tarde de um sábado;
  • Metronomy e seus ritmos dançantes e;
  • Liniker e os caramelows com o potencial de ser o show mais “fora temer” do final de semana

Quanto custa?

Great Escape é nossa parceira de viagens e festivais. Veja a simulação de um pacote básico de 7 noites em São Paulo. Se quiser uma cotação detalhada e saindo de outras cidades, fale com a claudia@greatescape.com.br

  • Passagens Rio – SP – Rio: R$267,12 (veja a cotação no anexo com saídas de outras cidades do Brasil)
  • Hospedagem –  R$1029,00 (valor por pessoa em quarto duplo – esses valores são referentes a reservas feitas com antecedência. Nas proximidades do evento essas opções não estão disponíveis e os valores são bem mais elevados).
  • Ingresso Lollapalooza Brasil – R$ 1.300 (inteira) e R$ 650,00 (meia) * valores de 2018

Total: R$ 2.606,12

Veja a cotação detalhada aqui