12 de março de 2014/POR Carol Soares

Acabei de voltar de um dos eventos mais bacanas que já fui, o SXSW. Franklin sempre falou super bem, que eu deveria ir. E não poderia estar mais certo: eu e qualquer pessoa que tenha o mínimo interesse e curiosidade em sentir de forma muito intensa o espírito do tempo que vivemos hoje.

Sim, é muita gente, muita fila, muito geek, muito hipster, muitas coisas para ver e fazer ao mesmo tempo. Sim, dá angústia na primeira tentativa de planejamento. Mas quando relaxamos e entendemos que (como tudo na vida) é impossível satisfazer todos os interesses, a experiência flui, nos divertimos e passamos a ver as coisas de forma menos angustiante.

Diferente do que muitas pessoas esperam desse evento, não criei expectativas para ver o mais novo aplicativo ou qualquer grande novidade. O que fui buscar, encontrei praticamente em todas as palestras, festas, pessoas que conheci e coisas que vi. Minha principal procura em Austin era viver de forma intensa esse zeitgeist. E ele estava lá, flanando pelo Austin Convention Center, pelas conversas, pelas roupas, pelas músicas, pelos bares… Em um momento que buscamos continuamente pelo novo, pode ser frustrante entrar e sair das palestras sem ouvir uma grande novidade. Mas se mudamos o foco e o contexto, o grande mérito do SWSX está em nos oferecer um número infinito de opções para criarmos nossas próprias novidades. Recortar frases, opiniões, apresentações e conversas de corredor. Em um único dia, ouvir sobre privacidade na internet, conversar sobre formas de hackear o sistema educacional, saber como o Burning Man é feito, ver as palestras sendo transformadas em lindas ilustrações… Misturar tudo isso em uma nova ideia para um projeto, na solução de um problema ou mesmo para a própria vida. Ir além do que simplesmente é dito ou ouvido.

Austin ficou para trás, mas continuo curiosa com todas as novidades que esse SXSW ainda me trará.