13 de novembro de 2018/POR Franklin Costa

Aconteceu em Florianópolis, o RD Summit 2018, maior evento de marketing digital e vendas da América Latina. Durante três dias, o espaço de eventos Centrosul, no coração da ilha, recebeu 12 mil participantes vindos de todo o Brasil.

Cenografia com videos e leds altamente instagramável. Foto: Projeto Pulso

Foi o meu primeiro ano no evento e saí positivamente impressionado. Impressionante, aliás é um dos adjetivos que melhor define o RD Summit. A organização e produção são grandiosas e impecáveis. É aquele tipo de evento que dá gosto de conhecer.

Futuro e conteúdo abundante. Foto: Projeto Pulso

Tudo lá é pensado nos mínimos detalhes para que você não sinta o tempo passar. Das experiências gastronômicas à feira de negócios. Da educação e super cordialidade da equipe de produção à qualidade das salas, som e vídeos. Do clima de networking aos conteúdos das palestras. Dos painéis interativos espalhados pelo evento à distribuição gratuita de café, água e frutas.

Painéis interativos e muito networking. Foto: Projeto Pulso

Como se não bastasse surpreender com uma entrega de produção de altíssimo nível, o evento ainda tem um código de conduta do bem, protegendo seus participantes de assédios e preservando a liberdade individual de quem paga pelo privilégio de estar lá.

Código de conduta do bem: necessário e admirável. Foto: Projeto Pulso

RD Summit – Um case de (conteúdo de) sucesso

A primeira edição do RD Summit aconteceu em 2013, em uma das salas do espaço de convenções, para 150 pessoas.

Cinco anos mais tarde, o evento reúne 150 palestrantes (nacionais e internacionais), divididos em uma plenária – salão onde rolam as principais apresentações e cabem 5 mil pessoas – e em outras 5 salas (igualmente confortáveis e enormes).

A astronauta Yvonne Clager na plenária, sala para 5 mil pessoas. Foto: Projeto Pulso

Os temas se dividem em trilhas. Foram 12 nesta última edição: agências, conteúdo & SEO, desenvolvimento pessoal, gestão e estratégia, histórias que inspiram, marketing avançado, marketing introdutório, marketing e outros conceitos, RD station, sucesso do cliente, tecnologia e vendas.

Vale deixar claro que o RD, do nome Summit, vem de Resultados Digitais, empresa que desenvolve soluções automatizadas de marketing e vendas. E isso é o mais impressionante desse evento: as pessoas pagam para estar num evento que é, na verdade, uma imensa plataforma de vendas da própria RD.

Networking, vendas e trocas de cartões. Foto: Divulgação

É de tirar o chapéu! Pense por um instante. Que outras empresas você conhece e que você paga para fazer parte da sua propaganda?

Esse, talvez, seja também um dos poucos “calcanhares de aquiles” do evento. Ele é ainda muito centrado nas soluções que a plataforma RD oferece. Muitas das palestras são apresentadas pela própria equipe da empresa (ou seus clientes). Quase todas com uma segunda intenção bem explícita por trás: contrate meus serviços.

Francamente, não me incomodou. “Combinado não é caro” e fui sabendo que iria participar de um evento cujo pilar principal é a venda. Mas foi o que eu não sabia, o que me surpreendeu.  

O RD Summit entrega networking com irreverência

Depois de assistir as 3 primeiras palestras, notei alguns padrões:

  1. Palestrantes interagiam o tempo todo com o público. Mesmo na plenária, com 5 mil pessoas, quem estava no palco fazia perguntas e pedia para as pessoas levantarem as mãos ou levantarem dos seus assentos.
  2. Muitos palestrantes também usavam gifs com memes em suas apresentações (todos com o objetivo de arrancar piadas da platéia)
  3. Na Plenária (sala principal), o comediante e palestrante Murilo Gun fazia um irreverente “warmup” entre cada apresentação. Era um stand up comedy, tão bom que, às vezes, eu corria para chegar cedo só pra ver o que ele iria aprontar.

 

O comediante e mestre de cerimônias do RD Summit Murilo Gun. Foto: Divulgação

A galera, claro, respondia com muito entusiasmo. O som da plateia só não era maior que os gritos que se escutava do lado de fora a partir das 18h – quando acabam as palestras e o evento libera a cerveja pra galera (0800!). Isso, sempre acompanhado de um show. O encerramento deste ano foi com o Monobloco (“valeu a pena, êh, êh!”).

Onde todos se encontravam para o happy hour. Foto: Projeto Pulso

Essa energia e irreverência, meio clima de festa de final de ano (com um código de conduta), meio networking, é algo que não vemos na gringa. Tampouco vejo em outros eventos de inovação espalhados pelo sudeste. O RD Summit entrega uma camada de entretenimento zero pretensiosa. Os shows de banda covers no final de cada dia, por exemplo, vão na contramão de outros eventos que buscam revelar ou apresentar novos artistas ou sons.

Simplesmente Gretchen. Foto: Divulgação

O clima do evento é uma mistura improvável de zoeira com negócios, e todos esperam as 18h para saber “que surpresas o evento irá oferecer”. No ano passado, o RD Summit convidou a Gretchen para o show surpresa de encerramento.

Não à toa, a revista Forbes chamou o RD Summit de “a Disneylândia do marketing digital”.  

Detalhes para observar

Duas coisas me incomodaram. Levemente. São detalhes em meio às suas qualidades:

1 – Todas as palestras começam e terminam no mesmo horário

Apesar de rolar 30 minutos de intervalo entre elas, isso faz com que TODOS saiam das salas ao mesmo tempo. Então, se você não sair uns 10 minutos antes, vai enfrentar grandes filas para pegar comidas ou ir no banheiro. Por que não misturar um pouco estes horários, de forma a evitar este fluxo simultâneo de pessoas?

2 – Rei do camarote

Francamente… é a primeira vez que vejo um evento de conteúdo e inovação vendendo ingressos VIP. Os VIPs tinham “camarotes” para assistir às palestras (bem ruins em localização, diga-se de passagem). Além de não ver vantagem alguma, achei incoerente essa distinção baseada em preço e status com a proposta de comunidade, networking e clima informal do evento. Pra ser honesto, achei #fail (e feio).

Para não dizer que não falei das flores: vi cegos e cadeirantes sendo tratadas com todo o cuidado e respeito pela organização. Áreas reservadas para pessoas com necessidades especiais, palestras em libras, tudo foi planejado para tornar o evento acessível a todos.

O mapa da mina. Foto: Projeto Pulso

Mas e o conteúdo, cara?!

Me emocionei assistindo às palestras do Marcelo Tas e Marcos Piangers. Foram as duas que mais curti (curiosamente a 1ª e a última).

Marcelo Tas fez uma palestra inspiradora, com bons insights e empática. Foto: Projeto Pulso

Marcos Piangers foi direto ao ponto: sejamos humanos. Foto: Projeto Pulso.

Viajei no futuro com a futurista Beia Carvalho e com a astronauta da Nasa Yvonne Clager.

Fiquei p! da vida com a palestra machista, desrespeitosa e desnecessariamente polarizada do jornalista e economista ególatra Ricardo Amorim. #epicfail

Ri de gargalhar com os ótimos warm-ups do mestre de cerimônias Murilo Gun e das histórias surreais da Glória Maria (incluindo o encontro surpresa com a rainha dos memes Gretchen).

Revisitei técnicas de vendas com o papa da persuasão Robert Cialdini, aprendi o que esperar do SEO em 2019 com a Marina Hradovich e um bocado de novos truques para montar landing pages, planejar e produzir conteúdos. Claro: vender, vender e vender!

Dr. Robert Cialdini fala sobre os princípios da persuasão. Foto: Divulgação

Em breve, pretendo escrever um post com as melhores palestras do RD Summit 2018. Por hora, agradeço à Sympla pelo convite e a RD pela organização impecável.

Tendências para 2019. Nos vemos ano que vem! Foto: Projeto Pulso

Até 2019!