22 de agosto de 2018/POR Henrique Torelli

Acostumado a ir em vários festivais de techno “around the world”, sempre fico curioso em saber como e onde será o próximo. E, neste caso, o DGTL Barcelona foi no quintal de casa, na capital da Catalunha, na Espanha.

Foram dois dias de festa, muito calor e música da melhor qualidade. Por isso vou listar minha experiência como morador de Barcelona e fã do festival:

DGTL Barcelona 2018 – Foto: Jordy Brada

Localização e mobilidade

– Não tem preço você tirar a tarde de sexta-feira livre, pegar a bike da cidade e ir para o festival pedalando. #pontopositivo

– Eu poderia ter voltado de bike elétrica, mas já estava cansado e peguei um ônibus noturno que passou super rápido. No sábado, optei pela volta de metrô e também foi bem fácil e tranquilo! #pontopositivo

– Mesmo com toda a estrutura que a cidade já oferece, o festival colocou 12 ônibus para fazer o trajeto festival/centro da cidade pelo valor de 2€. Os horários eram da 01h30 até às 04h30, que era pra ninguém ter problema para voltar pra casa. Mais um #pontopositivo

DGTL Barcelona 2018 – Foto: Jordy Brada

O festival

– O DGTL Barcelona tem o apelo de um festival sustentável, o que ficou claro em algumas ações. Todos os food trucks vendiam comida vegetariana ou vegana, o que é um enorme incentivo a diminuição do consumo de carne e a redução de CO2 no planeta. Todo o lixo orgânico gerado no festival foi pra compostagem. Já para os copos de plásticos, o público recebia 1€ ao devolver o copo depois do uso. #pontopositivo

– Mas não entendi por quê as 5 ou mais fontes de água espalhadas pelo Parc do Forún ficaram fechadas durante o festival. Elas são fontes públicas de água, sempre utilizadas pelas pessoas que correm e passeiam por ali em qualquer dia da semana. Não deveria ser diferente durante os dias de festa.

Dekmantel, por exemplo, um dos melhores festivais de música eletrônica da atualidade, não “se vende” dessa maneira e fornece água gratuitamente para todos. No caso do DGTL Barcelona, tudo bem que se você devolver a garrafa de água e ter o reembolso de 1€, mesmo valor pago, mas seria mais bacana se fosse de graça, já que essa possibilidade existe. #pontonegativo

– Todos os anos, o festival convida algum núcleo ou artista para criar um intervenção artística que interage com o público. Quem ficou encarregado neste ano foi o Cluster 2.0 * NICK VERSTAND & BORIS ACKET & BOB ROIJEN, que fizeram uma das instalações com luzes e ruídos estratosféricos que pareciam trovões em uma ponte do Parc. Ao andar pela ponte, várias luzes acendiam e apagavam, se misturando aos barulhos dos trovões.

A outra instalação ficava no caminho entre a Pista Generator e a AMP. Imagine um retângulo formado com diferentes pilares de LED que mudavam de cor a cada 30 segundos, e onde se escutava uma música experimental
que te levava para o futuro. #pontopositivo

– No geral a organização caprichou nas decorações das pistas, bem minimalista, moderno, e usando bastante painéis de LED. O mais impressionante foi o trabalho do 28.room na pista principal, Modular. #pontopositivo

– Os bares e banheiros funcionaram muito bem. Diria que perfeitamente, sem nenhuma fila. #pontoposito

DGTL Barcelona 2018 – Foto: Jordy Brada

Pistas e música

– Posso dizer que o lineup foi simplesmente perfeito, muito techno, tech house e house. A pista Generator, foi onde fiquei a maior parte do tempo. Ali pude ver DJs que nunca havia visto tocar, e alguns que vejo muitas vezes em Barcelona, mas que sempre surpreendem. Os que vi pela primeira vez e me surpreenderam foram Tijana T, techno reto, Bambounou que é francês e toca um techno misturando mil tipos de barulhos, Fjaack, três moleques tocando ao mesmo tempo um som bem pesado, beirando ao hard techno, e Flug, que é argentino mas mora em Barcelona há 15 anos e tocou um techno super pra cima, empolgante, que fez a pista pular o tempo inteiro.

Os djs mais habituais nos lineups mas que sempre dão um show foram Bem Kclock, Amelie Lens, Speed J, Rodhad e Oscar Mulero. #sópontospositivos

– Um ótimo destaque do festival é que as 4 pistas são muito perto umas das outras. Quando você não está gostando da música de um palco, fica muito fácil mudar de som e acabar ficando onde mais te agradar. #pontopositivo

DGTL Barcelona 2018 – Foto: Jordy Brada

Companhia

– A melhor parte da festa é poder compartilhar a pista com os melhores amigos, e esse foi mais um DGTL Barcelona que tive o prazer de dançar ao lado deles. Obrigado a todos os envolvidos e que participaram de dois dias intensos de muita música boa e risadas. #pontopositivo

Até o ano que vem. Com as fontes de água abertas, por favor!

No drama. More techno.