16 de maio de 2019/POR Claudia Bukowski

O festival Coolritiba chegou a sua terceira edição no final de semana dos dias 10 e 11 de maio, na Pedreira Paulo Leminski. O festival abriu as portas na sexta-feira a noite com o show de Tim Bernardes, seguido pela banda Los Hermanos, que comemorava 20 anos de lançamento do seu primeiro álbum. Não foram vendidos todos os ingressos, mas quem estava lá cantou em coro todas as músicas do Los Hermanos do início ao fim. Na primeira noite de festival, as atrações se concentraram apenas no palco principal, deixando a estreia dos palcos Arnica e Discool para o dia seguinte.

Crédito: Facebook Coolritiba

A Pedreira Paulo Leminski é um dos espaços favoritos de shows de 9 em cada 10 curitibanos. O espaço é amplo, com árvores atrás do palco principal e um lago. Além do cenário, o Coolritiba garantiu boa estrutura de bares e banheiros, disponibilizando caixas volantes próximos ao bar para evitar filas. A dinâmica funcionou bem. Como já havia acontecido em outras edições, houve distribuição de água gratuita para o público, era só chegar e reabastecer. Mais um ponto para o festival.

Ajustes para as próximas edições

O Coolritiba tem a sustentabilidade como uma das bandeiras do festival , mas nessa edição falharam na questão dos copos plásticos – como tem acontecido em vários eventos pelo Brasil. Tentaram incentivar o uso de copos reaproveitáveis vendendo copos customizados na loja oficial do festival, mas chegando no bar a equipe preparava o drink no copo plástico e antes de passar para o reciclável. Parece haver uma falta de comunicação entre festival e staff ou falta de orientação para a equipe com relação a redução do uso de copos descartáveis. Percebe-se a boa intenção, mas na prática não funcionou.

Os dois palcos menores continuam com problemas que já haviam sido motivo de queixa por parte do público em edições passadas. Pela segunda edição consecutiva, o Palco Arnica ocupou uma posição atravancada no principal corredor de circulação da Pedreira e comprometia o fluxo do festival. O palco ficou apertado próximo a área de alimentação, lojas e ativações de marca, criando um “funil” em direção ao Palco Coolritiba e embolando com a circulação da rampa de acesso pra pista eletrônica Discool. Inaugurou no sábado com alguns tropeços técnicos, acarretando pelo menos uma hora de atraso em todos os shows. Acabou embolando com a programação com o palco principal e o público ficou perdido nos horários.

Crédito: Facebook Coolritiba

Já o Palco Discool funcionou bem numa localização mais isolada. Na última edição houve críticas em relação a iluminação da pista, mas esse ano melhorou muito e dialogava perfeitamente com o lineup. Os selos Funk You, Alter Disco e Selvagem com Trepanado seguraram o público no palco eletrônico durante todo o festival, mesmo com a ausência de estrutura de bar e banheiros nas proximidades.

Crédito: Facebook Coolritiba

O lineup diversificado e bem costurado funcionou bem com o público. Bandas locais já conhecidas por se apresentarem em festivais por todo Brasil e com ótimos reviews nas principais publicações musicais, atrações alternativas recentes e consagradas nos dois palcos dedicados a bandas, headliners de peso como Los Hermanos e Jorge Ben Jor nas duas noites, Vintage Culture na pista principal e selos conhecidos no Palco Discool representando a cena eletrônica. Contudo, se por um lado o Coolritiba acertou em cheio no lineup, errou feio na distribuição das apresentações quando optou por um palco principal dedicado totalmente a artistas masculinos.

O Palco Arnica ficou pequeno para intensidade do ótimo show da banda Mulamba. O mesmo ocorreu na apresentação seguinte, quando a carioca Letrux tinha nas mãos um público que transbordava pelas laterais do palco, muito maior do que o espaço comportava. Essa divisão de palcos não passou despercebida e houve críticas do público na página do evento do Facebook.

Ativações de marcas

O festival soube aproveitar o espaço amplo e cênico da Pedreira Paulo Leminski com a distribuição de espaços gastronômicos, experiências para o público e ativações de marcas. A ativação de maior destaque foi a tirolesa da Red Bull, em frente ao palco principal. Ativações menores como os balanços da Bacardi, asas da Red Bull, beer pong da Itaipava e air bike do Über também fizeram sucesso.

Instagram @fellobato

A tradicional parede com cartazes e uma instalação perto do lago com o nome do festival também foram pontos disputados pelos participantes que queriam manter Instagram e stories atualizados durante o evento. A área de alimentação estava bem distribuída e tinha opções vegetarianas e veganas. A principal área gastronômica ficava junto ao lago, mas tinha algumas opções próximo ao Palco Arnica e no camarote da pista principal pra quem queria ficar próximo aos shows o tempo todo.

Felizmente o Coolritiba apostou no camarote lateral, garantindo boa visibilidade para quem topava pagar um pouco mais para assistir os shows com mais conforto e tranquilidade, mas sem bloquear a frente inteira do palco com área vip. O camarote ainda contava com banheiros de fácil acesso e pallets para quem queria descansar entre um show e outro.  Acertaram também na parte das lojas, dando espaço e visibilidade para marcas locais.

Crédito: Facebook Coolritiba

Sem dúvida, o Coolritiba encerra sua 3ª edição com mais acertos do que erros, ótimas apresentações e marcando lugar como um dos eventos de música mais importantes da cidade. Aguardamos ansiosamente pela 4ª edição do festival, torcendo para que alguns detalhes sejam ajustados para o ano que vem para que o festival seja ainda melhor.