Um Review Musical Sobre O Tomorrowland 2017 - Pulso

Um Review Musical Sobre O Tomorrowland 2017

Atenção senhoras e senhores, The Amicorum Spetaculum agradece a presença de todo o “people of tomorrow” que esteve presente nos dois últimos finais de semana na cidade de Boom, na Bélgica.

Esse foi o nome dado à edição 2017 do Tomorrowland, o Amicorum Spetaculum apresentou definitivamente uma magia sonora em todos os mais de 50 palcos do festival.

Foto Divulgação

Ufa, foram 6 dias, mas uma pena que acabaram. Com um olho no celular, outro no computador e outro na TV, passei todos esses dias acompanhando o live streaming no melhor camarote – meu sofá, via Apple TV.

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Foram 4 palcos transmitidos ao vivo. O stream pelo site travava em alguns momentos e diversos canais no Youtube faziam uma transmissão paralela, mas ao vivo.

As Músicas Mais Tocadas

De fato, essa música de 2000 foi uma das mais tocadas em todo o verão europeu e no Tomorrowland:

“Jump N Shout” do Basement Jaxx, incrível como todos os djs colocaram em seus sets essa música;

 

“Bullit” do Watermat, de 2014, é a queridinha de muitos DJs também;

 

“Scrub The Ground “ do Chocolate Puma & Tommie Sunshine, a queridinha dos DJs do momento;

 

“Lunatic” do Mercer e DJ Snake, foi a música mais tocada no Tomorrowland 2014 e voltou a aparecer em alguns sets esse ano;

 

O impressionante é notarmos que quase todas essas faixas mais tocadas foram lançadas ou licenciadas pela Spinnin’ Records, maior selo e gravadora de música eletrônica do mundo, que teve seu auge no crescimento da EDM, lançando os principais hits do segmento até hoje.

Teve “Heads Will Roll” também, claro, mas já falamos sobre ela mais embaixo… “Living On A Prayer” do Bon Jovi.

E tiveram diversas homenagens à Chester Bennington, vocalista da banda Linkin Park que morreu no dia 20 de julho, um dia antes do início do festival.

As faixas “Numb” e “In The End” foram as mais tocadas em diversos mash-ups.

Sobre As Apresentações

Na minha opinião, Armin Van Buuren e Claptone fizeram alguns dos melhores sets do festival.

Armin tocou até psy trance e encerrou com sua clássica “Dominator”.

 

Claptone tocou diversos remixes seus, como o último para “We Got The Power”, single do Gorillaz.

Solomun fez seu debut no Main Stage, encerrando com o acapella de “Vogue” (Madonna).

 

Alok e Bruno Martini foram os brasileiros que tocaram no festival e a faixa deles, “Never Let Me Go” (lançada pela Spinnin’ e Aftercluv) – com o vocalista Zeeba foi uma das músicas mais cantadas pelo público.

Zeeba acompanhou Alok em todas as suas 4 apresentações no festival, cantando essa faixa e “Hear Me Now” ao vivo no palco.

O cantor Iro também acompanhou Alok, cantando “Love Is A Temple”, lançada pela Spinnin’ recentemente também.

Esperava-se que eles anunciassem a edição brasileira do Tomorrowland, o que infelizmente não aconteceu.

O andamento e construção do set de Steve Angello sempre é impecável, tocando clássicos também como “Show Me Love” e “Save The World”.

 

Duke Dumont fez um set bem marcante com vários hits e tracks autorais.

 

Axwell & Ingrosso misturaram trap, pop, hip hop mas quando tocaram os sucessos “Reload”, “One” e “This Time We Can’t Go Home” não tinha como não achar bonito, emocionante e claro fogos brilhavam no céu nesse momento. Realmente um set nostálgico e muito bom.

Alguns sets que poderiam ser acrescentado mas que infelizmente não estão disponíveis ainda: Eric Prydz, Pan Pot, Kungs e Michael Calfan.

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Enquanto dois grandes DJs faziam a sua estreia no festival, Bob Sinclair e Fat Boy Slim, outros dois grandes nomes não tiveram seus sets transmitidos.

Foram eles – David Guetta e Martin Garrix. Pelo que vi nas playlists, os dois sets foram bem comerciais.

Embora eu não tenha curtido musicalmente tanto o set do Afrojack e do Marshmello, é impressionante ver como eles atraem o público tocando seus hits, alguns óbvios, muita EDM e a clássica “Heads Will Row” que falamos acima (Yeah Yeah Yeahs), música que está presente apenas em TODOS OS SETS DE TODOS OS DJS DE TODO O MUNDO EM TODOS OS FESTIVAIS TODOS OS ANOS!!

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Podemos concluir que diversas músicas e sets de DJs de EDM continuam repetitivos,  o que não acontece nos segmentos mais conceituais, como o techno que acaba se destacando para uma parte do público.

O que mais podemos percerber é a continuidade da diversidade musical nos sets. Ouvimos muito pop, trap, hip-hop e rock no meio da música eletrônica.

Além disso, vários DJs estão cada vez mais tocando apenas músicas autorais e lançadas por seus selos e de parceiros, fazendo uma verdadeira “panela musical”, o que é super aceitável e positivo.

*Texto colaborativo com a Ana Luiza Cavalcante que marcou presença no primeiro dia do festival na Bélgica.