Review DGTL São Paulo - Mais um Festival que veio para ficar no Brasil - Pulso

Review DGTL São Paulo – Mais um Festival que veio para ficar no Brasil

A primeira edição do DGTL aterrissou no Brasil no dia 06/05/2017. O festival, que nasceu na Holanda (onde já está no quarto ano) e também acontece em Barcelona (com duas edições no currículo), escolheu São Paulo para a empreitada brasileira.

O DGTL faz parte de uma leva de festivais gringos com uma proposta que deixa a megalomania de Coachellas e Rock in Rios de lado: a ideia é ser pequeno/médio, com line-up escolhido a dedo e extremamente focado, promovendo assim mais conforto e sorrisos para o público.

A lista de atrações da edição nacional estava fodaça: Carl Craig e Derrick May velhos de guerra, uma boa quantidade de nomes nacionais (Teto Preto, Tati Pimonte, Mauricio Lopes, Marcio Vermelho, Ney Faustini, o onipresente Zopelar, Eli Iwasa, etc).

Além de uma leva ótima de nomes que não pintam por aqui toda hora, como a dupla Tama Sumo & Lakuti, Ryan Elliott, Vril e Apparat.

Apparat, aliás, fez o melhor set da noite pra mim. Começou pesado, mas não enveredou pelo techno estéril que só quer saber de lenha.

Do meio do set para frente começou a mixar umas batidas quebradas e caprichou nas doses de bass (o som do palco estava tinindo), o moço estava encapetado.

Encerrou tocando ‘Rusty Nails’, do Moderat, como não podia deixar de ser. Torcendo aqui para que o set tenha sido gravado.

Foto Divulgação

Mauricio Lopes também pegou pesadinho no palco Generator e entregou uma pista prontinha para o live do Zopelar, que muito provavelmente deve ter ultrapassado os 135 BPMs: os kicks promoviam um tiroteio no peito, um set para os fortes definitivamente.

Foto Divulgação

No palco externo, Tama Sumo & Lakuti tocaram durante 3 horas – como é bom poder ver DJs construírem um set quando se tem tempo de sobra. Teve disco, house, techno e um pouquinho de acid.

Marcio Vermelho entrou em seguida e fez um dos sets mais bacanas de todo o evento – outro que merece ter sido gravado.

Foto Divulgação

Os pontos negativos do evento ficaram por conta da produção: sinalização ruim e a decoração podia ter sido mais caprichada (para um lugar daqueles fez bastante falta).

Apesar de existirem em apenas um ponto do evento, os banheiros deram vazão, mesmo que completamente imundos já a partir do meio da noite.

O pior mesmo foram os bares: apenas três em todo o evento. Desde duas da manhã já estavam totalmente confusos, cheios demais, desorganizados. Vale ficar de olho nesses pontos para ano que vem.

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