25 de novembro de 2019/POR Gustavo Moritz

Aconteceu, nos dias 15 e 16 de novembro, no Sambódromo do Anhembi, o Time Warp Brasil 2019. Pelo 2º ano consecutivo, o festival alemão desembarcou no Brasil. Desta vez para comemorar os seus 25 anos de existência lá na gringa. 

Após uma longa caminhada na Europa realizando festivais exclusivamente para os amantes da música eletrônica, a Time Warp se consolida cada vez mais em São Paulo. O festival traz uma experiência inovadora para aqueles que buscam pela qualidade musical. 

Foram mais de 14 horas de música por dia com DJs de várias nacionalidades divididos em 2 palcos com soundsystem de muita qualidade, sendo um deles coberto – o famoso Cave – com estrutura semelhante à da edição alemã do evento e o outro open air. O projeto foi idealizado pela própria Entourage com parceiros como o visual artist 28room.

Produção Time Warp 2019 de parabéns!

Fonte: Instagram @time_warp_official

Logo no primeiro dia foi possível perceber uma excelente organização da produção do evento.

Ao chegar lá, por volta das 22h, as filas fluíam perfeitamente e não demorou mais do que cinco minutos para que conseguíssemos acessar o evento. Para nossa surpresa, em nenhum momento enfrentamos qualquer tipo de fila, seja nos momentos de carregar o cartão de consumação, nos bares ou até mesmo nos banheiros. Ainda sobre estes, vale ressaltar estavam sempre em ótimas condições devido ao apoio da equipe de limpeza.

Outro ponto a ressaltar é que, diferente da edição de 2018, o Time Warp Brasil 2019 prezou muito mais pelo bem-estar do público. Foram colocadas redes de descanso em pontos estratégicos na transição entre os palcos e distribuição de protetores auriculares gratuitamente para o público. Rolou também uma ativação do lounge da marca Zomo, para que as pessoas pudessem relaxar e experimentar essências da marca entre o período de descanso. Enquanto nos bares era possível identificar patrocínios e parcerias das marcas Cerpa, Bombay Sapphire, Grey Goose e Schweppes.

O Cave Stage contava com RHR, Tessuto, Eli Iwasa, Rodhad, Amelie Lens, ANNA e Richie Hawtin. Já o Outdoor Stage com Millos Kaiser, Gop Tun DJs, Dj Koze, Ricado Villalobos e The Black Madonna.

Após carregar os cartões de consumação, passamos pelo Outdoor Stage e curtimos um pouco do projeto Gop Tun Djs com sua identidade sonora muito bem representada. Após nos dirigimos ao Cave Stage onde presenciamos apresentações excelentes como a de Rodhad com seu techno característico e fino. Também conseguimos pegar um pouco do set do Ricardo Villalobos no Outdoor Stage. Voltamos depois para a Cave novamente com destaque para a brasileira ANNA que mostrou sua evolução cada vez maior. Como brasileiros, ficamos orgulhosos em ver seu set cheio de groove e emoção entre os nomes da noite. 

Para fechar o primeiro dia com chave de ouro, presenciamos a intro de Richie Hawtin até os primeiros 20 minutos de seu set. Depois fomos até o Outdoor Stage para dançar ao som do house da Dj norte-americana The Black Madonna. Ela teve uma presença de palco cativante e uma conexão incrível com a pista.  

A Dj é tão carismática e seu set tão embalado, que não havia ninguém dançando sem um sorriso no rosto. Todo mundo viveu aquele momento como uma experiência única!

E por falar em público, a Time Warp Brasil 2019 é o local ideal para aqueles que querem se livrar de rótulos ou de imposições sociais. Durante a caminhada pelo evento era possível encontrar pessoas de todos os tipos, gêneros e estilos, muitos se produziram especialmente para o festival. Estes conviviam em perfeita sintonia com amantes do techno all black, com seu estilo mais discreto. 

Mais um dia de Time Warp 2019

Fonte: Instagram @time_warp_official

Já no segundo dia, tivemos a oportunidade de conhecer o backstage do evento e a estrutura estava bem redonda! Camarins estruturados, área de convívio para DJs e seus convidados com bebidas, bares para os convidados, áreas de descanso, banheiros e é claro, muito espaço para curtir, dançar e conhecer pessoas interessantes.

Falando em som, fomos direto ao Cave Stage onde estava rolando o som de Axel Boman. O qual nos surpreendeu com a qualidade musical em remixes de músicas que já são carimbadas em eventos do gênero. A pista estava lotada e só se ouvia elogios. 

Pela facilidade de alternar de palcos, conseguimos ver o final do set da Blondish, que apresentou um set melódico que fez a galera dançar até o final. 

Em seguida foi a vez da Peggy Gou, a Coreana que está crescendo cada vez mais ao redor do mundo. Com seu rosto meigo, ela destruiu o Cave trazendo sempre seus toques mágicos ao longo do set.

Video Peggy Gou

Após, foi a vez do Denis Sulta, dominando o house e a pista como ninguém. E se destacando pela vibe positiva causada no público. 

Pra fechar o festival com maestria ao nascer do sol, Honey Dijon provou por que está tão valorizada e reconhecida ao redor do mundo. Surpreendente, dançante e recheado de surpresa define bem às 3 horas de set oferecidas ao público. A cada transição uma emoção diferente hipnotizava a galera que estava surpresa com a qualidade de seu som. Já no cave stage, Pan Pot mostrou toda sua experiência ao comandar a pista com elegância.

Video: Pan Pot Last Track

E o after?


Como se não bastassem os dois dias de festival, a cereja do bolo ainda estava por vir, quando foi anunciado o AfterParty no Rooftop do Shopping Light com ninguém menos do que Blondish, Axel Boman e Denis Sulta. 

Para surpresa do público rolou b2b do Sulta com Renato Cohen e posteriormente de Axel Boman com Davis.

O local do after era o mesmo do ano passado, mas desta vez o ambiente estavam mais bem preparado para recepcionar o público, com banheiros bem estruturados, pizzas feitas na hora e massagem para aqueles que se sentissem cansados. 

Sem contar que a montagem do palco do after era em meio a “concrete jungle” como a própria Dj Blondish disse em seus stories no Instagram. Ou seja, cheio de prédios em volta que nos remetiam a um ambiente urbano e que acomodava a finalização do festival para o público que saiu com aquele gostinho de “quero mais”.

Video Blondish After Time Warp

Com a pista do after lotada até as 20h, a Time Warp encerrou seus dois dias de maneira única. O festival consolidou definitivamente sua marca no Brasil e deixou os amantes da música eletrônica ansiosos pela próxima edição. Essa já foi anunciada após a finalização do after, para os dias 13 á 15 de novembro de 2020.

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Texto escrito em colaboração por Gustavo Moritz, Marina Brito e Tatiane Algaier