Sónar São Paulo 2015: O Que Esperar Dos Shows - Pulso

Sónar São Paulo 2015: O Que Esperar Dos Shows

Depois de muita expectativa e muito fuzuê internet a fora, finalmente vai rolar neste fim de semana a edição 2015 do Sónar São Paulo. O evento sofreu com muitas críticas em relação ao line-up tímido (em comparação à edição 2012 e à edição de Barcelona), e aos preços exorbitantes dos ingressos. Mas isso são águas passadas, agora é hora de festa!

Conferi a edição de Barcelona em junho desse ano e assisti aos shows da maioria dos nomes que vem para o Brasil. Abaixo vai um guia com o que se pode esperar de cada apresentação que vai rolar por aqui. Vem comigo!

Chemical Brothers – Show de 90 minutos, muito agressivo. É um belíssimo casamento de som e imagem, ponto característico da dupla. Salpicados no meio da pancadaria das músicas mais nervosas estão os momentos psicodélicos, que dão espaço para o público respirar. Tem bastante material do álbum novo e clássicos, grande parte deles com arranjo novo (‘Star Guitar’, por exemplo). Um show excelente.

Hot Chip – Show de uma hora mais ou menos. Termina com a versão excelente para ‘Dancing in the Dark’, do Bruce Springsteen. Os hits estão lá (menos ‘Boy from school’) e, particularmente, achei a banda mais bem preparada. Tudo foi mais bem tocado, viraram músicos melhores.

Evian Christ – Foi dos melhores shows que vi em Barcelona. Experimental e agressivo até o osso. Qualidade do soundsystem é essencial para se apreciar o todo. Escrevi assim lá em junho: “É impressionante o domínio técnico e segurança que tem o moleque Evian Christ. É um show de frequências graves aliadas a vocais picotados, camadas e mais camadas de teclados, batidas quebradas e nenhuma preocupação em te fazer dançar. Não é show para bombar pista de dança. Mas duvido alguém sair indiferente àquele clima dark, agressivo, intenso, claustrofóbico”. Então, é isso.

Valesuchi – Vi o set da chilena por acaso no palco da Red Bull, onde tinha ido pegar uma cerveja descompromissada. Foi uma belíssima surpresa: set de techno carregado na percussão, que foi ganhando a galera aos poucos. Desejo a mesma sorte para a moça aqui no Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=ujWB3FhIYOw

Pional – Da mesma geração que John Talabot, o grande nome da música eletrônica de Barcelona de uns anos para cá, Pional estreou seu live em casa. Além de programar as batidas e tudo mais, ainda cantou. É um live bonito, cheio de melodias e de BPM relativamente baixo. Não vai mudar sua vida, mas pode render ótimos momentos.

Depois do sábado, queremos saber sua opinião. Manda uma mensagem pra gente que seu review pode ser publicado aqui no Pulso!