Review: Welcome To The Future - O Festival Que Você Respeita! - Pulso

Review: Welcome To The Future – O Festival Que Você Respeita!

Para finalizar a minha techno trip com chave de ouro, fui conferir o Welcome To The Future na Holanda.

Comprei o shuttle oficial que saia da estação Sloterdijk e deixava as pessoas dentro do parque Het Twiske, onde estava sendo realizado o festival.

Foto Divulgação

Fui até o credenciamento de imprensa com um pouco de atraso devido aos contratempos que tive naquele dia mas deu tudo certo!

Logo que eu entrei fui direto conferir o palco Techno, onde Luigi Madonna e Markantonio estavam tocando e tocando muito!

Foto Divulgação – Luigi Madonna e Markantonio | Techo Stage

No momento a chuva estava se aproximando e como esse palco era coberto rapidamente ele ficou bem cheio.

Fui dar um confere geral nos palcos e na área do festival. O House Stage recebia Noir naquele momento, que sonzeira!

Foto Divulgação – House Stage

Quem tocava no Circus Stage era Paco Osuna, que fazia uma pequena confusão mental a cada batida e viradas em seu set.

Foto Divulgação – Circus Stage

O Main Stage estava se preparando para receber o clássico Kölsch, e o Basement Stage recebia Roman Poncet com um setzão bem marcante!

Foto Divulgação – Main Stage

Já o Forest Stage, era um stage no meio da floresta e intimista. E quem comandava o som no momento que eu passei por lá, era Florinz Janvier com um acid house recheado de clássicos que a pista acompanhava por meio de coreografias sensacionais.

Foto Divulgação – Forest Stage

 

Foto Divulgação

A área de alimentação do festival era dividida em três partes. Todas com food trucks variados, de batata-frita a fish and chips, churros, tacos e sanduíches gourmet.

Foto Divulgação

O mais surpreendente que no meio do festival tinha até uma feirinha de bijoux artesanais como brincos, colares, anéis e roupas.

Foto Divulgação

Uma mini van onde as pessoas podiam entrar e cantar dentro dela, uma espécia de karaokê móvel, muito interessante.

Foto Divulgação – Mina Van Karaokê

Caminhando mais um pouco eu presenciei uma pessoa escrevendo cartas em uma máquina de escrever, simplesmente sensacional!

Foto Divulgação

Uma grande escultura feita por galhos que simbolizava a letra W, inicial do festival, ficava bem no meio do parque entre os palcos Techno, House e Circus.

Foto Divulgação

O DJ que eu estava mais aguardando era a dupla Adriatique. Fazia um bom tempo que eu esperava assisti-los e eis que chegou esse momento. E que momento!

Foto Divulgação – Adriatique | Circus Stage

Set sensacional do inicio ao fim, quanto mais a pista ia vibrando, dançando, mais os djs iam descendo lenha e esmagando no som!

Uma surpresa desse festival foi o set do DJ Kerri Chandler. Imagina num house bom, clássico, cheio de bom gosto, nada comercial, apenas um house puro e limpo e narrado, sim o set foi narrado. Me lembrou o Moodyman no Dekmantel em São Paulo no início desse ano. Sensacional!

Seth Troxler não tem muito o que dizer, o cara sempre faz aquele bailão por onde passa e por aqui não foi diferente.

Foto Divulgação – Seth Troxler | Main Stage

Realmente um festival que me surpreendeu na organização, que apesar de simples, tinha de tudo.

O público foi o mais surpreendente ainda, a faixa etária é o que menos importa mas dava para perceber pessoas com seus 26/28 anos mas na maioria pessoas acima dos seus 30/35 anos e curtindo muito o momento, a música, a experiência que aquele festival proporcionava!

Foto Divulgação

Um fato interessante, a água era 50% mais cara que a cerveja por exemplo e a moeda usada no festival eram os tokens que você podia adquirir em máquinas espalhadas pelo festival.

E não termina por aí… o festival ainda tinha sua after party oficial que começava as 23h e terminava as 07h. Os ingressos podiam ser comprados antecipadamente por 25 euros e o local era o Warehouse Elementenstraat, dividido em dois stages (Main Room e Techno) e o line up tinha Eats Everything, Kölsh, Luigi Madonna e Markantonio, Matador, entre outros.

Um questionamento final que ficou para esse festival: Será que o Brasil teria público e área para receber um festival como o Welcome To The Future?

Ana Luiza Cavalcante Por Ana Luiza Cavalcante

Desde 1990 ouvindo e respirando música. Produtora de eventos com base em Belo Horizonte mas que não deixa de viajar pelo mundo atrás do que ama: festivais.

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