Review: Rock In Rio Vegas 2015 - Pulso

Review: Rock In Rio Vegas 2015

Com um público estimado de 130 mil pessoas e mesmo com sócios internacionais, o Rock In Rio Vegas foi um sucesso. Apesar da segunda semana não ter tido o público esperado, o festival mostrou a importância do seu nome no Brasil para o resto do mundo, por criar uma experiência grandiosa com diversas tendas, brinquedos, grandes atrações e shows de diversos artistas nacionais.

Com roda gigante, monorail e tirolesa, o festival não fugiu da sua essência brasileira mesmo sendo realizado nos Estados Unidos, teve uma organização impecável e foi bem semelhante ao daqui. Teve a Rock Street, os dançarinos de rua, a pista eletrônica (EDM Stage), além da participação e patrocínio de muitas marcas como o Cirque Du Soleil, MGM Resorts, Belvedere, Red Bull, Corona, Bacardi, Mercedes Benz, Chilli Beans, Yahoo, Hotel Urbano, Renewabels, Crown Royal e muitos outros. Foi um grande desafio e deve ser o primeiro de muitos ainda.

Segundo nosso amigo brasileiro Mario Bittencourt (DJ e sócio da MBIT Music Broadcast no Brasil e nos Estados Unidos) que esteve no evento, Las Vegas respirava o evento, pois o marketing em cima do festival era até exagerado, quase comparado ao que a cidade de Las Vegas é, onde tudo é muito grandioso e imponente. Era possível ver propaganda e ativações do Rock In Rio nas ruas, nos cassinos, em lojas, shoppings, restaurantes, outdoors e até no elevador e nos quartos dos hotéis. Ele achou a organização do evento impecável, com a entrada tranquila e os horários dos shows sendo respeitados pontualmente. Os ingressos custavam em torno de US$ 169, mas segundo Mario, as coisas eram muito caras lá dentro. Só uma cerveja custava US$ 12. Tudo era comprado através de fichas como o Tomorrowland e a organização funcionava de forma exemplar, sem filas.

Tinha uma grande mistura de idades e públicos bem diversificados, com quase “todas as tribos” presentes por lá. Ele também nos contou que atrações mais jovens como Taylor Swift e Ed Sheeran não agradaram como esperado, além de não superar as expectativas de público para esse dia, pois sabemos que Las Vegas é a capital mundial do entretenimento adulto e não teen. Já Bruno Mars, que usa e abusa da sonoridade meio oldies/retrô apresentou um dos melhores shows cantando seus maiores hits, mesclando desde as animadas “Uptown Funk” e “Treasure” a outras mais lentas como “Marry You” e  “Just The Way You Are”, além de covers de músicas conhecidas de outros artistas. John Legend agradou bastante o público mais velho também, apesar de seu show ter um andamento um pouco devagar com baladas românticas e bonitas como “Ordinary People”, “We Just Don’t Care” e “All Of Me”. Grande parte das pessoas curtiu sua apresentação sentadas ou deitadas na grama, embaladas naquele clima delicioso e tranquilo. O show deles fez elevar a faixa etária nesse dia também.

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Bruno Mars no auge da sua apresentação no Main Stage na Pop Weekend

Uma outra boa surpresa foi o duo australiano de música eletrônica Empire Of The Sun, que impressionou com uma apresentação empolgante cheia de elementos cênicos e efeitos especiais, transformando o palco em uma grande pista de dança.

Já Joss Stone, Big Sean e a banda Magic!, que estourou recentemente com o hit “Rude” acabaram não chamando muito a atenção e nem agradaram tanto. Charli XCX mostrou sua força com os hits “Boom Clap”, “Fancy” (com Iggy Azalea) e “I Love It” (com Icona Pop) e lotou o palco secundário. No Doubt e Metallica também se destacaram na primeira semana.

Dos artistas nacionais, os mais comentados foram os que se apresentaram na Rock Street, como Pepeu Gomes, Marcos Valle, Simoninha, Bossacucanova e Leo Galdelman. Um lado menos comercial da música brasileira. Já Ivete foi comparada à Jennifer Lopez pelo público e mesmo com o tombo que sofreu logo no início do show, acabou dando a volta por cima e mostrando a tradicional música pop da Bahia para os gringos, cantando seus principais e antigos sucessos.

A primeira semana realmente ficou mais cheia, pois era dedicada ao rock (Rock Weekend) e talvez os americanos levaram isso ao pé da letra ao associar o nome do festival ao estilo predominante ali nos palcos.

Por fim, a pista eletrônica acabou ficando muito de lado, o que é uma pena, pois quando começavam os shows no palco principal, o som tinha que ser desligado pois estava muito próximo dali. Poucos DJs conseguiram encher a pista, um dos poucos foi o brasileiro Alok. O line-up geral da tenda não era dos mais fortes, com poucos nomes conhecidos.

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O DJ brasileiro Alok se apresentando no EDM Stage

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