Review: a pluralidade da música brasileira e cultura local celebradas no Breve Festival

Review: a pluralidade da música brasileira e cultura local celebradas no Breve Festival

O Breve Festival chegou em sua segunda edição com a proposta de misturar sonoridades e celebrar os mais variados gêneros e estilos musicais. Durante dois dias, vinte e cinco atrações se revezaram entre dois palcos num ambiente imersivo lúdico, colorido e com pluralidade sonora.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

Tem arte, tem moda e design local

O festival cresceu e buscou oferecer a quem esteve no Mirante Beagá uma experiência artística e de valorização da indústria criativa local com destaque para as bandas do palco Mirante, mercadinho e espaço para a nova cena da moda da capital mineira.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

Ao longo dos meses que antecederam o evento, o aquecimento das redes sociais contou com conteúdo bem bacana mostrando o processo de criação e curadoria artística do festival, dando protagonismo para quem normalmente fica apenas nos bastidores.

Apoiando o design autoral uma coleção cápsula assinada pelas marcas LED, Jambu Bags e Box19, com peças limitadas e personalizadas, como cangas, t-shirts, pochetes, brincos e colares, garantiram a montação dxs fashionistxs.

Também pelas redes socias do Breve, a Red Bull convocou artistas para o concurso cultural #mandaartes para ilustrar os copos reutilizáveis exclusivos. Porém, como esses copos só eram vendidos nos combos de energéticos, predominou mesmo os abomináveis copinhos descartáveis.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

E pra comer e beber?

No lineup gourmet, opções variadas de comidinhas muito além do burguer, pizza e pastel. Empanadas, opções veganas em sandubas e pokes havaianos deram um salve para quando a fome bateu. Um cheirinho de pipoca perfumava o ambiente sendo impossível resistir.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

Doces e quitutes também podiam acompanhar o chocolate quente, que juntos com o cafezinho e o vinho ajudaram a espantar o frio.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

Pra relaxar e dar close

Os lounges convidavam para uma pausa ou descanso e um papo com a galera. Puffs e cadeiras de praia foram as opções de ações da Sol, Sympla e Red Bull (aqui ainda era possível,  através de fones de ouvido, conhecer o som de bandas universitárias de Belo Horizonte).

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

Em tempos instagramáveis, ponto para o festival que apresentava uma estrutura luminosa com uma instalação artística garantindo aquele close. Porém a qualidade do sinal de celular impossibilitava que as postagens fossem feitas em tempo real.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

Com a mesma ideia, a Amaro montou uma cabine lembrando um caleidoscópio para cliques que se transformavam em gifs divertidos e estilosos, enviados de imediato para o email de quem participava da ação.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

E no som?

Com curadoria musical impecável, lineup coerente, relevante e representativo, a noite de sábado começou com o rapper Djonga e se tornou um grande baile com o show redondo de Mano Brown. Mantendo a mesma energia dançante, Iza brilhou no grito ao empoderamento feminino e com um tributo a Aretha Franklin, Alcione e Martin Luther King.

Pabllo Vittar e Tropkillaz fecharam a pista (ops! o palco principal) colocando todo mundo para rebolar. Para os que ainda tiveram fôlego a noite só teve fim no After Breve.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg
Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

Um outro evento se fez no domingo em termos de público e espaço. Uma grande tenda foi montada para abrigar a galera da chuva que insistiu em cair. Felizmente, durou pouco tempo, dando lugar para uma lua cheia incrível, combinação perfeita para os momentos dos shows de Luedji Luna e da família Veloso. Caetano e cia apresentaram o show Ofertório com direito a funk, dancinha e sarrada no ar.

https://www.instagram.com/p/Bm_q5SAjEcr/?utm_source=ig_web_copy_link

Rincon Sapiência e BaianaSystem, com palinha de Rico Dalasam, batem com sonoridade intensa e projeções fantásticas dispensando qualquer tipo de comentários.

Enquanto isso, entre uma troca de show, o Palco Mirante recebia artistas independentes em sua maioria de cena de Beagá, com destaque para as batidas eletrônicas bem humoradas de Dedé Santaklaus e do duo Loquàz com seu trip hop delicinha.

Foto: Vinicius Gonçalves _ @vinnigg

O Breve se destacou principalmente por uma curadoria musical precisa e contemporânea. Mas também pela identidade visual linda e alinhada com os valores do festival, bem como pela valorização de artistas e empreendedores da economia criativa locais.

Porém, tendo presenciado outros eventos no Mirante e com a promessa de experiências lúdicas e imersiva, confesso que esperava um pouco mais de zelo e cuidado com a elementos decorativos e cenografia. Nos levar a outros universos, como dizia um dos posts no festival, significa também ocupar o espaço para além de um palco lindo e de uma instalação de arte.

O Breve é acolhedor e já deixa aquela vontade de quero mais, de voltar e vê-lo crescer com experiências de imersão mais envolventes.

Que assim como a música ele tenha vindo para durar!

 

Posts Relacionados