Review: Mareh Festival 2016 - Pulso

Review: Mareh Festival 2016

No último ano novo decidi me aventurar pela Bahia, fui curtir o festival Mareh em Boipeba. Aqui nesse breve relato vou deixar minhas impressões do que rolou por lá.

Como chegar em Boipeba

Chegando em Salvador, você tem quatro opções:

  1. Ida de Catamarã em mar aberto até Morro de São Paulo, depois Jipe e mais barco até Boipeba. Duração: 2h30.

  2. Pegar o Ferry até Itaparica, seguir de carro até Valença ou Graciosa e pegar um barco ou uma lancha. Duração: 3h30 (se for de lancha; de barco demora mais meia hora).

  3. Ir de carro até Valença pelo continente e pegar um barco ou uma lancha. Duração: 4h30 (também considerando a lancha).

  4. Tem um vôo direto de Salvador para Boipeba que custa cerca de R$500-600,00.

Optei pela terceira opção já que sou avessa a pegar o mar aberto e a fila para o Ferry de Itaparica era muito grande (imagine que quase todos os soteropolitanos querem ir para Itaparica ou Morro de São Paulo passar o réveillon). A dica no terminal marítimo de Valença é garantir o ticket de volta assim que chegar, pois é bem concorrido, especialmente no fim de ano.

morere
Moreré
Moreré
Moreré
Só a viagem de barco dura cerca de 1 hora, exceto a que vai por Morro de São Paulo, ou seja é uma viagem cansativa. Se prepare, pois todo o esforço vai valer a pena para chegar em um paraíso ainda pouco conhecido.
A ilha é dividida em 4 povoados (Velha Boipeba, Moreré, Cova da Onça e Monte Alegre). Na Velha Boipeba encontram-se a maioria das pousadas, comércio, restaurantes, casas para alugar, a única farmácia da ilha e o único posto médico. Em Moreré encontram-se vários campings, algumas pousadas e um pequeno comércio. As demais vilas são de comunidades locais e pescadores. Uma informação importante é que não há caixa eletrônico na ilha, e nem todos os estabelecimentos aceitam cartões. Portanto, dinheiro no bolso!

Mas Boipeba é um paraíso ainda pouco descoberto, então tenha certeza que você vai encontrar muitas praias paradisíacas como Bainema, Cueira, piscinas naturais e lugares inexplorados. E tudo isso é de graça.

O Festival

O festival contempla 2 festas: a Reivioka e o Ano Novo, além de 8 dias de atrações no Bar da Praia (de 15h às 22h). Os ingressos custaram R$ 800 feminino e R$1100 masculino no primeiro lote. Também rolaram 4 boat parties mas estas eram compradas separadamente.

O bar da Praia rolou durante os 8 dias com boas atrações, como Dicky Trisco, Peter Hebert, Young Marco, Tim Sweeney, Carrot Green, Marcio Vermelho e Gop Tun DJs. Tudo isso incluído no pacote de quem tinha comprado as 2 festas.

O Bar da Praia tinha uma boa infraestrutura e fica bem na beira da praia (com a maré alta, não dá pra chegar pela areia, tem que usar um caminho alternativo), e como as atrações eram sempre no fim do dia, dava para curtir a ilha e depois ir para lá para ouvir um bom som.

Bar da Praia
Bar da Praia

O melhor mesmo foram as festas! A decoração era impecável. Na Reivioka tinha uma oca de uns 5 metros de altura, toda de bambu e palha, com vista para as estrelas. A festa foi na praia de Bainema, uma praia deserta em Moreré, com um visual pra ninguém botar defeito. Nesse dia tocaram os djs da Selvagem, Eddie C e Solar. As festas sempre eram open bar (whisky 12 anos, Apperol, água, gin tônica, energético, vodka, mate, cerveja). Em alguns momentos da festa acabou a água, mas logo o estoque já era reposto e nada de ninguém ficar com sede até as onze horas da manhã (aqui, um ponto a melhorar: faltou comunicação entre a produção do evento e a equipe do bar. As águas estavam sendo repostas, mas a galera do bar simplesmente avisava que tinham acabado).

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Na festa do Ano Novo tocaram Kiko Costato, Greg Wilson, The Revenge e Kurc, e dessa vez o evento foi em outra praia fantástica, a praia da Cueira (mais perto da Velha Boipeba), e rolou até as duas horas da tarde. A organização da festa foi impecável, houve transporte de ida e volta nas jabirocas (jardineiras movidas a trator).

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A logística do festival deve ter sido um ponto interessante, pois todo o equipamento de som, bebidas e decoração foram levados de São Paulo, assim como grande parte da produção do festival também era paulista. O que faltou mesmo foi opção de alimentação nas duas festas pois, como estávamos em lugares afastados, não tinha como sair para comer. Foram oferecidos a partir de certo momento da festa tapioca (sempre com alguma fila de espera) e picolés de vários sabores, mas considerando o tempo que ficamos dançando, seria interessante ter mais opções de comida.

Mareh

Comprei ingresso para 2 boat parties, mas acabei indo somente em uma delas. As boat parties também eram open bar e tinham um DJ como atração principal, que tocava cerca de 4 horas. O barco navegava na região do entorno do ilha, parando em algum ponto para que a galera se refrescasse no mar, mas os barcos eram pequenos e relativamente cheios. Poderiam ser barcos maiores, como uma escuna e ter mais espaço aberto (com deck formando um pequeno lounge pra galera), para que a festa rolasse mais solta. Preferi vender o segundo dia de festa no barco, pois achei que minhas 4 horas poderiam ser investidas de forma melhor conhecendo a ilha (fica a dica).

Boat Party

Pontos Altos

  • Decoração impecável das 2 festas, bem como os locais escolhidos;
  • A curadoria para a seleção de DJs;
  • A logística, produção e planejamento da festa;
  • O excelente funcionamento do open bar.

Pontos Baixos

  • A falta de opção de alimentação nas festas;
  • Os barcos das BoatParties poderiam ter sido maiores;
  • O ingresso ter preços diferenciados (homem e mulher);
  • O transporte das festas poderia estar incluído no ingresso (foi assim na edição passada, mas acho que não funcionou muito bem).

 

Thaísa e Marcos Por Thaísa e Marcos

Thaísa e Marcos descobriram recentemente que melhor que viajar é viajar para curtir festivais. Desde então, os dois gastam milhas e dinheiro pra se divertir Brasil e mundo a fora.

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