Review Planeta Brasil 2017: O maior festival de Minas Gerais mostra sua força em mais uma grande edição - Pulso

Review Planeta Brasil 2017: O maior festival de Minas Gerais mostra sua força em mais uma grande edição

Combinei com alguns amigos de fazermos um esquenta na casa de um deles, próximo ao evento, e de lá partimos a pé para o festival. O trânsito não estava caótico mas a região já estava bem movimentada desde cedo, com algumas vias bloqueadas. O Mineirão possui estacionamento terceirizado e por R$ 30,00 você poderia estacionar o carro dentro do estádio. Quando eu cheguei fui direto retirar o meu ingresso. Não demorei 10 minutos na fila para retirar o ingresso e entrar no festival. A entrada da pista e pista premium era mais movimentada, mas sem problemas também.

Desde a última edição em 2014, o Planeta Brasil tem feito da Esplanada do Mineirão a sua casa. Quem conhece bem o local, sabe da distância entre os palcos do festival, mais ou menos 15 a 20 minutos de caminhada. Esse ano o palco How Deep de música eletrônica ganhou uma nova localização e ficou numa área externa do festival que me lembrou muito o palco Trident do Lollapalooza de 2016 (veja o review aqui).

Foto: Bárbara Dutra e equipe.

Nos dois palcos principais (norte e sul) havia uma estrutura imensa e suspensa do camarote oficial do evento. Nele você encontrava um open bar premium e open food de crepe e pizza, banheiros exclusivos e pocket shows surpresa durante o intervalo dos shows no palco Norte e no palco Sul DJs da cena local comandavam o som.

TUCK TUCK TOUR UMA ÓTIMA ALTERNATIVA DE CONHECER O FESTIVAL E CHEGAR ATÉ OS PALCOS

Uma reclamação geral da galera quando vai há algum festival é sempre os horários que conflitam entre os melhores shows. E festival é assim mesmo, rola shows simultâneos e você precisa sempre se organizar para não perder aquele seu artista favorito e ou mais aguardado.

Foto: Bárbara Dutra e equipe.

Para dar um help na distância entre os palcos o público podia utilizar o serviço de Tuck Tuck Tour, muito bacana! Tinham alguns pontos de  espera espalhados pela Esplanada era só chegar, aguardar o desembarque das pessoas e dar um rolé de  graça!

O palco norte era o palco de maior movimento pois os shows mais esperados como Jason Marz, Natiruts e Skank rolaram por lá. Já o palco sul recebeu apresentações inéditas como Tiago Iorc, AnaVitória e Projota e os já carimbados Raimundos e Planet Hemp.

Foto: Bárbara Dutra e equipe.

O palco How Deep ficou lotado durante todo o festival, um grande número de pessoas circulou por lá enquanto outras permaneceram até o fim do festival. Assim que eu cheguei vi de longe que o dj Illusionaize estava finalizando sua apresentação e logo depois foi a vez do Dirty Loud colocar fogo na pista para o Tropkillaz quebrar tudo na sequência.

Foto: Bárbara Dutra e equipe.

Ao final da apresentação do dj Dirty Loud, um grande número de pessoas que foram caminhando em direção a saída do palco How Deep ficaram impossibilitadas de sair do palco, assim como as pessoas que chegavam não conseguiam descer para a pista. Muito caos e empurra e empurra que rapidamente foi contornado pela produção do evento. Porém algumas pessoas desistiram de esperar e partiram rumo ao shows que estavam para começar no palco Norte e Sul.

FOOD EXPERIENCE: UMA EXPLOSÃO DE SABORES!

Esse ano a praça de alimentação do Planeta Brasil contou com uma área coberta e diversos food trucks e barraquinhas de restaurantes de BH. Esse foi o local que eu percebi um grande fluxo de pessoas durante todo o festival, além de ser o único espaço que possuía uma sombra para as pessoas que tinham acesso somente a pista. Nessa área coberta também havia o palco “Locals Only” dedicado a bandas independentes.

ACESSO NOVO PARA O CAMAROTE OU PISTA PREMIUM

Uma novidade para o público do camarote e da pista premium foram os acessos internos sem ter que passar pela pista do festival. Para quem estava no camarote foi melhor ainda, pois o túnel de acesso era pelo anel do estádio onde tinha uma sombra bem vinda no calor que estava fazendo.

ATIVAÇÕES E EXPERIÊNCIA DURANTE O FESTIVAL

A marca da Skol era vista por toda parte. Como principal patrocinadora do festival, a produção caprichou nas ativações.

Foto: Bárbara Dutra e equipe

Teve tatuagem de hena, tôtô humano, ping pong, espaço chill out, balões de gás eram distribuídos para o público na pista premium e no camarote além da cenografia do evento contar com as cores amarelo e vermelho.

O mobiliários  do camarote eram sustentáveis, vários paletes de madeira faziam parte da decoração junto com a cenografia dos bares do camarote oficial além de alguns ônibus que simulavam uma pegada meio coachella hipster!

Foto: Bárbara Dutra e equipe.

BANHEIROS, BARES E CIRCULAÇÃO 

O acesso e a quantidade de banheiros disponíveis ao evento realmente sempre surpreende. Em todos os palcos tinham vários banheiros, acesso fácil e fluxo tranquilo sem maiores reclamações sobre banheiros químicos muito sujos.

Os valores para quem estava na pista estava um pouco salgado. Como a cerveja era Skol, o valor do latão era R$ 12,00 e a águaR$ 8,00. Em média, o que fosse consumido nos food trucks e barraquinhas variava de R$ 12,00 a R$ 20,00.

O camarote norte permaneceu cheio e movimentado durante todo o festival. O open food de pizza e crepe deixou a desejar, com filas enormes durante a maior parte do evento era quase impossível comer. No palco sul que teve um movimento bem mais tranquilo que o norte para pegar comida mas que também era impossível, no mínimo 30 minutos na fila.

SURPRESAS PARA QUEM ESTAVA NO CAMAROTE

A produção caprichou nos pockets shows durante o intervalos dos shows dentro camarote no palco norte. O público curtiu um b2b entre Donavan e a banda Slightly Stoopid e o outro show que fez o camarote parar foi o do cantor Tiago Iorc que se apresentou no palco sul e deu uma palinha de 30 min no camarote do palco norte!

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No geral a 6ª edição do Planeta Brasil foi bem bacana, uma galera bonita, jovem e animada! Um festival sempre muito marcante para BH que já tem sua marca registrada no calendários do grandes eventos por aqui!

Foto: Bárbara Dutra e equipe

Pontos Positivos

  • Tuck Tuck Tour para dar um help na distância entre um palco e outro;
  • Praça de alimentação com várias opções de food trucks (Food Experience);
  • Line up bem dividido onde as pessoas podiam se planejar e não perder nenhum show;
  • Acesso novo entre o palco norte e sul através do anel interno do estádio, as pessoas não precisavam enfrentar o calor intenso que fez durante todo o dia;
  • Ativações, cenografia e experiência do festival;
  • Uma vasta quantidade de banheiros e todos os palcos;
  • Serviço de bar ágil e rápido;
  • Camarotes suspensos e próximos dos palcos principais;
  • Pocket shows surpresa nos intervalos entre um show e outro no camarote norte;

Pontos a Desenvolver 

  • Distância entre os palcos, mais ou menos 20min de caminhada;
  • Acesso precário para o palco How Deep;
  • Open Food dentro do camarote com poucos atendentes e uma fila enorme durante todo o festival;
Ana Luiza Cavalcante Por Ana Luiza Cavalcante

Desde 1990 ouvindo e respirando música. Produtora de eventos com base em Belo Horizonte mas que não deixa de viajar pelo mundo atrás do que ama: festivais.

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