Pulso Entrevista: o pessoal do TribalTech conta um pouco sobre esse festival que deseja conectar pessoas

Pulso Entrevista: o pessoal do TribalTech conta um pouco sobre esse festival que deseja conectar pessoas

Pulso Entrevista é uma série de bate-papos com produtores, criadores, curadores e todo mundo que faz os nossos queridos festivais acontecerem. Aqui você confere como surgiram esses festivais, o que está envolvido na realização de cada edição, curiosidades e muito mais!

TribalTech é um festival que seus propósitos muito bem definidos. O evento quer conectar pessoas e garantir que seu ambiente ajude a promover essa interação.

Ele se propõe a ser o começo de uma nova jornada, de rejeição a dogmatismos e doutrinas e de busca por uma racionalidade crítica. Tudo isso com um lineup recheado de artistas impactantes, e uma atmosfera imersiva e bem diversificada.

Para saber mais sobre TribalTech, conversamos com o produtor, que nos conta a história e planos para esse festival tão único.

Foto: Gustavo Remor

Curitiba é o lugar!

O TribalTech tem uma ligação direta com outro festival, o XXXperience, que foi uma inspiração para a o surgimento do evento em Curitiba. “Ficamos alguns anos realizando eventos de fora até que, em 2004, criamos nossa própria marca”, conta Jeje.

Curitiba surgiu como a cidade ideal para o projeto. Além de ser onde os produtores morem, a capital paranaense está sempre antenada às principais tendências culturais. “Estamos há duas décadas fomentando a cena musical da cidade de diversas formas, o que acabou criando um relacionamento muito forte com o público. Curitiba é hoje um pólo nacional de música eletrônica e muito disso é porque acreditamos no potencial da cidade desde o começo”, diz o produtor.

Desde o início, o TribalTech sempre teve o propósito de trazer estilos musicais e formas de entretenimento diferentes para a cidade, principalmente na época em foi criado, sendo  uma alternativa às tradicionais “rave de psytrance”. Por isso, o lineup do festival recebe atenção especial, com cada palco atendendo diferentes estilos musicais, não somente a eletrônica.

“Nosso maior objetivo com o lineup é surpreender, apresentar sempre novas formas de se apreciar e sentir a música. O legal é que isso é sentido pelos artistas também, que normalmente dão um tratamento especial para suas apresentações no TribalTech.”

Foto: Gustavo Remor

Experiências acima de tudo

O maior obstáculo que o TribalTech já enfrentou foi a chuva em excesso, principalmente quando o festival era realizado em uma fazenda distante da cidade. “A produção de um evento desse porte traz inúmeros desafios e faz parte do nosso trabalho encontrar solução para eles, mas certamente condições temporais adversas são os mais difíceis de serem contornados”, conta Jeje.

Apesar dos ocasionais perrengues, as experiências proporcionadas pelo festival estão sempre garantidas. Além da parte musical, o TribalTech valoriza muito as experiências sociais que o evento proporciona ao seu público: “Acreditamos que a música conecta as pessoas e que o ambiente que proporcionamos existe exatamente para que essa interação possa acontecer”.

Outras propostas artísticas também têm espaço no festival, e ajudam a engrandecê-lo, como artes visuais, plásticas e cênicas. O produtor ressalta que, muitas vezes, essa experiências não são diretamente lembradas pelo público, mas, s elas não fizessem parte do festiva, seu efeito indireto para o contexto não seria sentido.

Foto: Gustavo Remor

TribalTech 2018 – 2020

Neste ano, o festival ocupará, pela primeira vez, 100% da USINA 5, concentrando suas energias para oferecer o máximo de conforto para o público.

“As pistas estão mais bem distribuídas e teremos mais áreas de convivência e serviços, como bares, banheiros e caixas. Uma surpresa que preparamos para esta edição é o maior setup de lasers já montado na América Latina, trabalho do Laser Beam Factory.”

Sobre o futuro, o produtor revela que o festival deve ganhar uma periodicidade bienal. Com isso, o TribalTech não seria realizado em 2019, e sim em 2020. “Utilizaremos o tempo entre as edições para fortalecer as marcas de cada palco individualmente. Já lançamos a Timetech como festa própria e pretendemos fazer o mesmo com a SuperCool e o 3DTTRIP no próximo ano.”

O TribalTech 2018 acontece no próximo sábado, 22 de setembro. No lineup, nomes como BNegão, Dubfire, Element, Eli Isawa, Karol Conká, Mano Brown, Modeselektor, Planet Hemp, e muito mais. Confira todas as informações no site do festival.

Soraia Alves Por Soraia Alves

Jornalista formada pela UNESP-Bauru. Trabalha com web jornalismo e cultura pop.