Pulso Crew Recomenda: As Boas do Sónar Barcelona 2016 - Pulso

Pulso Crew Recomenda: As Boas do Sónar Barcelona 2016

Se você é leitor do Pulso, então já sabe: somos APAIXONADOS pelo Sónar Barcelona (leia aqui todos os posts que já escrevemos sobre o festival).

Sua curadoria artística indefectível e atmosfera cosmopolita, o verão de Barcelona e seu formato cada vez mais democrático e plural dividido em uma caprichada programação de atividades durante o Dia e Noite, fazem do Sónar um dos nossos mais queridos festivais dos sonhos.

A vibe do Sónar Día
Sónar Día

Celebrando sua 23ª edição, que começa nesta quinta (16/06), reunimos o Pulso crew para indicar as boas do Sónar Barcelona 2016. Vem com a gente!

ps: durante o festival, estaremos com nosso Snapchat ligado! Thaísa e Marcos, casal de leitores do Pulso e colecionadores de festivais, estarão por lá mandando ver na cobertura 🙂

Sigam-nos os bons!
Sigam-nos os bons!

As Boas do Sónar 2016 por… Franklin Costa

Antes de tudo, fica a dica: para aproveitar o máximo do Sónar, será preciso fazer algumas escolhas.

Se você prefere uma vibe mais adulta, sons autorais, livres de rótulos e um clima mais relaxado (quase família), então sua vibe é o Sónar Día. Mas se você está em busca de fervo, aquele climão de festival lotado, apresentações blockbusters e uma BOA jogação… então vai fundo pro Sónar Noche!

É quase impossível curtir TUDO dos dois eventos. Então, relaxa… Abraça o J.O.M.O. (joy of missing out) e faça sua programação sabendo desde já que você vai, sim, perder coisas MUITO legais (mas essa é a essência de um bom festival, né?).

Focarei minhas dicas só na quinta-feira (16/06), único dia que só rola o Sónar Día:

  • Chegue cedo e aproveite pra conhecer a estrutura, pistas e vibe do Fira Montjuic, um dos locais mais fodas pra curtir um festival (não esqueça de carregar o celular, você vai precisar para fotos, videos e snaps).
  • Destaques do dia: o dubstep futurista e experimental de LiL JaBBa, o dub atmosférico e cabeçudo do duo King Midas Sound + Fennesz, os R&B recheado de vocais belíssimos do compositor Jamie Woon, a nu disco e club house da Black Madonna, o live cool-deep-indie-house do duo Bob Moses e o fechamento TRUE house de Kenny Dope, um dos integrantes do Masters of Work, papas do soulful house.
  • Entre uma apresentação e outra, não esqueça de dar um pulo no Sónar +D. Vale a pena!
  • Ah…Resista e diga não ao after! Volte cedo pra descansar que os dois próximos dias são pauleira…depois não diga que não avisei 😉

https://www.youtube.com/watch?v=O8SBTUYtHaY

As Boas do Sónar 2016 por… Inácio Martinelli

Barcelona é um dos maiores hubs da música eletrônica mundial. Portanto, não é de se espantar que a programação do Sónar ultrapasse os limites do festival e invada diversos pontos da capital catalã. A chamada OFF WEEK, concentra eventos de labels como Hot Creations, Kompakt e Diynamic, clubs como o berlinense Watergate e o londrino Studio 338, além de festas famosas como Circoloco e Get Perlonized.

El Monasterio, antigo mosteiro que é cenário de diversas festas da OFF WEEK.
El Monasterio, antigo mosteiro que é cenário de diversas festas da OFF WEEK.

A lista é imensa e tem atrações para todos os gostos, principalmente para quem curte música eletônica underground. Confira algumas festas imperdíveis:

  • Afterlife: Festa criada pelo duo Tale of Us, que também gerou um novo label. Na OFF WEEK, vai contar com os seus criadores, além do trio da Innervisions, Dixon, Âme e Recondite. Para completar, o residente do Berghain: Marcel Dettmann.
  • Loveland Barcelona with Drumcode: Evento do festival holandês em parceria com o label Drumcode, que completa 20 anos de vida em 2016. Adam Beyer, a mente por trás do selo, se junta a Pan-Pot, wAFF, entre outros, para uma noite de muito techno.
  • Detroit Love: Como o nome já diz, o evento reúne a nata da Motor City, com Carl Craig, Kevin Saunderson e Derrick May no lineup.
  • Proyectual: Grupo que produz a edição espanhola do festival holandês DGTL, também é responsável por uma das festas mais concorridas da OFF WEEK, reunindo nomes como Todd Terje, Motor City Drum Ensemble, Gold Panda, Joy Orbison e muito mais.
Sempre Todd Terje
We <3 Todd Terje

Sónar ou OFF WEEK? É uma escolha que todos gostaríamos de fazer.

As Boas do Sónar por… Daniel Tambarotti

É muito difícil fazer um roteiro com tudo o que se quer ver num line-up desses, como bem disse o Franklin ali em cima. Pior ainda é fazer a escolha: rever o que a gente já conhece ou apostar nas novidades. Tentei achar o equilíbrio nessa lista abaixo.

Quinta-feira (16/06)

Acho que a boa depois de tomar a primeira cerveja é encarar o show do King Midas Sound + Fennesz: o disco é cabeçudão, ao vivo pode ganhar mais corpo. Depois (sem dúvida) seguiria para a Black Madonna ao ar livre no Village e em seguida para a Kelela no Sónar Hall (para ver se ela é isso tudo mesmo que falam). O difícil mesmo seria decidir entre Kenny Dope e o Tuff City Kids – entendo a importância do hedonismo latino (pero no mucho) do Kenny no Masters of Work, mas acho que acabaria optando pelo Tuff City, acho que tem menos chance de soar datado.

Sexta-Feira – Día (17/06)

É o dia mais picotado: começaria com um pouco do Kode 9, um pouco de Congo Natty e um pedacinho do Roots Manuva só pra ver colé. Em seguida: Underground Resistance. Se o UR estiver mais ou menos, tentaria a Santigold, mas sem estresse. Encerrando o dia, Gerd Johnson (yes!) e uma passadinha no Mathias Aguayo (que às vezes pode ser meio maleta).

Sexta-Feira – Noche (17/06)

Dia complicado também, muita coisa boa. Vem comigo, nessa sequência:

AHNONI (começando devagar)

Red Axes (dupla que vem se destacando no cenário de house, tem um twist nos timbres e grooves)

James Blake (show novo, imperdível)

Kerri Chandler (classic house sempre cai bem)

Ben UFO b2b Helena Hauff (para os que gostam de techno caverna)

John Talabot (minha opção 2 seria mais techno lenha com DVS1 b2b Rodhad)

– Além do Four Tet tocando por sete horas seguidas, né?

Sábado – Día (18/06)

Começaria tomando uma cerveja vendo o BadBadNotGood, depois ia conferir o hype em cima da Sassy J. Entraria num clima cabeçudo com o cultuadíssimo Alva Noto e seguiria para o Oneohtrix. No slot final, escolheria entre Magic Mountain High e o showcase da Ed Banger, ficaria no que estivesse com a vibe mais para cima (acho que tende a ser a Ed Banger).

Sábado – Noche (18/06)

– Kaytranada (o álbum novo dele é legal demais) 

– Laurent Garnier (SEMPRE!)

– Eats Everything (meio mais ou menos, seria mais para tapar um buraco)

– Jackmaster (nessa hora o mais lotado vai ser o galã Ben Klock com seu techno-sem-tirar-de-dentro)

– Bicep (ouve aí ‘Just’ para você entender)

As Boas do Sónar por… Diego Moretto

Nesses mais de 20 anos de história, o Sónar se consolidou como um festival de imersão cultural e tecnológica com conferências, classrooms, workshops, exposições, cinema e muita muita música. São três dias de experiências vividas durante o dia e/ou a noite, mas não no mesmo lugar.

Sónar+D e o Futuro da Tecnologia em Festivais
Sónar+D e o Futuro da Tecnologia em Festivais

É válido ressaltar que o Sonar acontece na ensolarada e festiva Barcelona, onde você pode comer e beber bem, além de aproveitar uma das cidades mais legais da Europa.

O line up parece melhorar e crescer a cada edição. Conhecido por suas performances únicas e uma curadoria de artistas impecável, o festival tem foco na música eletrônica, experimental e alternativa. Para a edição de 2016 não poderia ser diferente. São tantos nomes que estão surfando no hype que você precisa de um guia para não perder nenhuma apresentação incrível.

Sugiro que você não perca a apresentação da banda ANOHNI (um dos melhores discos do ano), o duo Bob Moses, o set do novo disco do Flume, as 7h de viagem do Four Tet e outras 7h de finesse com Laurent Garnier, o show novo do excelente James Blake, a nova fase do Jamie Woon, John Talabot tá cada vez melhor, Santigold tombando geral, o peso esquizofrênico do Oneohtrix Point Never ou o som pontuado do The Martinez Brothers. Ainda tem Badbadnotgood, Acid Arab, Booka Shade, New Order, Richie Hawtin e muitos outros.

Tem fôlego? Se joga!

As Boas do Sónar por… Rodrigo Rodríguez

O Sónar sempre nos reserva grandes surpresas no line-up em suas edições. Sendo explicitamente conhecido por ser um festival de vanguarda, que explora sons conceituais e a arte multimídia, ele nos apresenta artistas consagrados ao mesmo tempo em que aposta em nomes desconhecidos até para os mais envolvidos com a música eletrônica.

Entre os conhecidos do grande público, temos nesta edição Fatboy Slim (que já tocou em outros anos), Laurent Garnier, Booka Shade, Boys Noize, Richie Hawtin e a banda New Order. O festival nos reservou boas surpresas também escalando o produtor Flume, que acabou de lançar o ótimo álbum “Skin”, e que conta com participações de AlunaGeorge, MNDR, Tove Lo e Little Dragon, entre outros destaques:

  • O produtor catalão Coyu, que lançou remixes recentemente para Fatboy Slim, Dosem, Stephan Bodzin e Moby.
  • Um DJ set de 7 horas (!) do produtor inglês Kieran Hebden aka Four Tet, que assinou o remix de “Opus” do Eric Prydz, hit obrigatório nos sets de DJs underground e mainstream nos grandes festivais.
  • Santigold, uma das cantoras americanas com maior notoriedade na cena indie e eletrônica, conhecida pela faixa “Disparate Youth”.
  • Eats Everything, que teve seu hit “Dancing (Again)” tocado pelos DJs do mundo todo.
  • O produtor Kaytranada, que acabou de lançar o álbum “99,9%” sendo muito comentado entre o público que curte tanto a música pop como um som mais cool. No disco, ele utilizou samples de uma música da cantora Gal Gosta na faixa “Lite Spots”.

E ainda tem Jean-Michel Jarre, um dos produtores pioneiros da música eletrônica que lançou seu primeiro álbum, “Oxygène” (1976), e detém o recorde mundial de se apresentar para o maior público num evento ao ar livre na Praça da Concórdia, em Paris.