Picnik: Um Festival para a Cidade se Orgulhar


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‘Queremos fazer um festival para todo mundo, não apenas para públicos específicos’ falava com entusiasmo a Júlia Hormann, que juntamente com o Miguel Galvão e Carol Monteiro produziram o Picnik *Festival* no último final de semana em Brasília. Se dependesse apenas do que vi e ouvi do público, Júlia já poderia se sentir feliz. Casais moderninhos, crianças, pets, avós, grupinhos de amigos da faculdade… todos estavam lá.

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Eu conheci o Picnik no Calçadão em uma daquelas tardes de céu azul sem fim que só Brasília tem. O evento, que na época ainda engatinhava nas primeiras edições, me surpreendeu por ser um mercadinho de arte, moda e gastronomia, embalado por um som bacana em uma paisagem bem especial: um calçadão às margens do Lago Paranoá.

De lá pra cá, o evento cresceu para muito além das denominações iniciais e continuou surpreendendo. Além das edições menores, que acontecem ao longo do ano, o Picnik chegou à sua versão *Festival*. A paisagem é uma atração à parte, desta vez, no desconhecido (mesmo para os locais) Parque dos Cristais. ‘Estamos há um bom tempo tentando trazer o Picnik pra cá. Mas como é uma área militar, precisamos conversar muito, criar um relacionamento de confiança e convencer de que poderíamos fazer o evento’, disse Júlia.

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Se tivesse que descrever o evento em uma única palavra seria coerência. Coerência na proposta do festival, na sua realização e na conversa com Júlia. O Picnik é um evento gratuito, que visa promover e valorizar os produtores e artistas locais. Um festival coerente com o mundo de hoje, um exemplo motivador da capacidade de realização da economia criativa local. Em uma cidade que exporta seus talentos para o Rio ou São Paulo, um dos objetivos dos realizadores é promover a autoestima dos produtores e do público local, mostrando que não é apenas possível (como real) valorizar e promover a cidade e sua cultura.


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O festival, que não conta com nenhum tipo de verba pública, teve nesta edição patrocínio da Coca-Cola e Cartão BRB. A apresentação e inserção das marcas é uma preocupação da organização, que já chegou a sugerir a um dos patrocinadores que distribuísse chás e customizasse seu espaço de acordo com a proposta do evento.

O espaço aberto, além da ampla e diversa oferta de produtos (dentre os quase 200 expositores, mais de 70 eram opções de comidinhas) diminuiu as filas e facilitou a circulação dentro do evento. Seja levando seu próprio isoporzinho, bebendo catuaba selvagem, espumante na tacinha ou dividindo um narguilê com os amigos, cada participante resignificava e criava seu próprio picnic. A Coca-Cola aproveitou a temática do evento para distribuir toalhas xadrez e criar áreas temáticas para picnics mais ‘privativos’.

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Família e picnic durante o dia, pistinha e shows animados durante a noite. As atrações musicais, entre DJs e bandas, se dividiram entre dois palcos e a parceria com a Red Bull trouxe atrações que se apresentaram no Red Bull Studios São Paulo. Além das apresentações de DJs locais, os dois shows que consegui assistir na íntegra, Boogarins e Poni Hoax foram, como se diz aqui em Brasília, muito massa. A principal lição aprendida com o Picnik é que Brasília tem motivo de sobra pra se orgulhar e muito mais ainda para ensinar!

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Cinco anos de pesquisa e conteúdo sobre a cultura dos festivais.

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