Hacienda Festival: Domingo Psicodélico em João Pessoa - Pulso

Hacienda Festival: Domingo Psicodélico em João Pessoa

Em final de semana dedicado ao heavy metal e seus fãs devotos, no Monsters Of Rock, um festival estreante dá as caras fora do eixo Rio-São Paulo: o Hacienda, que acontece neste domingo (26), a partir das 15h. Apostando na nova geração da música psicodélica nacional, o evento traz promissores nomes do gênero ao Centro Cultural Piollin, em João Pessoa, na Paraíba.

No lineup do festival estão as bandas Boogarins (GO), Glue Trip (PB), Anjo Gabriel (PE), Mahmed (RN), Gauche (PB), Banda-fôrra (PB) e Red Butcher (PB). E quem leva fé nesse programação e toca o projeto em frente é Felipe Matheus Lima, de apenas 23 anos. O jovem, em entrevista ao Pulso, confessou que a ideia de promover um festival de música psicodélica é antiga, mas só agora os ventos conspiraram a favor.

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Os goianos do Boogarins são uma das grandes a atrações da primeira edição do Hacienda Festival

– Há uns dois anos, fazíamos uma festa chamada Dig Love que era uma festa com temática psicodélica. Mas, agora, essa ideia veio em um melhor momento. Aqui na cidade estamos com muito mais bandas fazendo excelentes trabalhos influenciados pela neo-psicodelia, e isso facilitou muito na forma de pensar o festival musicalmente.

São esperadas aproximadamente mil pessoas para esta primeira edição do Hacienda. Número bem modesto para o público acostumado com festivais de grande porte, como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil ou Sónar. Mas como festival é sinônimo de experiência o Hacienda preparou algumas ativações: exposição fotográfica da artista Luciana Urtiga e feira criativa que contará com lojas de roupas, acessórios, discos, salgados e doces.

Felipe vai pra seu terceiro festival como curador, e vai sentindo na pele como é difícil produzir algo fora do ‘eixão’ com a escassez de apoios e patrocínios:

– Um festival como Hacienda, tem um custo alto, são dois palcos, sete bandas, uma equipe enorme! Apesar de termos um apoio de uma marca de cerveja, poderíamos ir mais longe ainda se tivéssemos mais suporte. Mas paciência por enquanto, estamos satisfeitos com toda repercussão criada até então.

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Curador e produtor do Hacienda, Felipe Lima aposta no crescimento de festivais na Região Nordeste

A saída é um maior aporte público e privado, segundo Felipe Matheus. O fomento à cultura, de maneira natural, foca no Sudeste, enquanto uma cena cresce assustadoramente no Nordeste.

– Sentimos falta de marcas conhecidas olharem para nós de João Pessoa da mesma forma que olham pra cidades vizinhas como Recife, Fortaleza e Natal. Também sentimos falta de ter editais públicos com investimentos melhores como são em outros lugares – explica o curador que cita como exemplo da união de recursos públicos e privados, com a ótima estrutura e programação do festival Bananada, realizado em Goiânia.

O resulto é que ainda há um longo caminho para o mascote Hacienda Festival, mas que já nasce com pretensões muito maiores com seu terreno fértil para a expressão artística através da música e das artes visuais.

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