Entrevista: "A Maior Menor Plataforma do Mundo", MECA Festival - Pulso

Entrevista: “A Maior Menor Plataforma do Mundo”, MECA Festival

Desde que 2015 foi eleito como “O ano dos festivais no Brasil”, 2016 ficou com o duro ofício de fazer bonito e inovar ainda mais, garantindo melhores e maiores eventos musicais. Maiores? Bom, não é bem assim que pensa a galera do MECA, nascido em Maquiné, no litoral do Rio Grande do Sul, e que já contou com edições em São Paulo, no Rio de Janeiro e até em Brumadinho, no Museu Inhotim. Ainda sob a promessa de se manter como um festival intimista e gerador de experiências bastante pessoais, o MECA 2016 desembarca em Porto Alegre, no sábado, 2 de abril.

Foto: I Hate Flash
Meca no Inhotim. Foto: I Hate Flash

As novidades, porém, não terminam por aí. Na última quinta (31), rolou o MecaPresents, em São Paulo, uma espécie de versão pocket da edição gaúcha deste ano, com direito a apresentações do Miami Horror, Oh Wonder, Database, Lumen Craft e Gop Tun DJs.

Além disso, estão programadas para 2016 outras facetas do coletivo de entretenimento jovem, como o MECAConference (17, 18 e 19 de junho, em Minas Gerais), o MECAGames (em setembro, no Rio de Janeiro) e o MECAMarket (em novembro, na capital paulista). Outras empreitadas do grupo ainda envolvem uma rádio, a MECARadio; uma revista gratuita de comportamento e lifestyle, a MECAPaper, e, finalmente, o MECATrends, um estudo de tendências e movimentos culturais em parceria com a Box1824, com divulgação trimestral.

Meca Festival em RS. Foto: I Hate Flash
Meca Festival em Porto Alegre. Foto: I Hate Flash

Para te contar um pouquinho mais desses novos projetos e seus desdobramentos, batemos um papo com Guil Salles, um dos sócios da plataforma, e Manuela Rahal, RP. O que esperar dessa avalanche de conteúdo espalhado pelo país? Será possível manter a essência que o consagrou?

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Guil Salles e Manuela Rahal. Foto: Divulgação

(Pulso) O MECA surgiu em Maquiné e já passou por diversas cidades do Brasil. Essa evolução foi natural? Como rolou?

(MECA) A evolução foi algo planejado, mas feito de forma totalmente orgânica. O MECA é uma plataforma de entretenimento onde trabalhamos muito com o conceito de colaboração e envolvimento. Então fomos crescendo com essa co-criação entre nós, os parceiros e com nosso público também.

Meca vibe. Foto: I Hate Flash
Meca vibe. Foto: I Hate Flash

(Pulso) A premissa de vocês é de ser “o menor festival do mundo”. Como continuar com essa vibe mesmo tendo crescido tanto?

(MECA) Nossa premissa é ser a “maior menor plataforma de entretenimento e cultura jovem do mundo”. Falamos isso pois queremos ser a maior em relevância, mas continuarmos pequenos em experiências. Assim, conseguimos garantir sempre uma vivência única para todos que participam dos nossos eventos.  

Nosso mindset é conseguir impactar o mesmo número de pessoas que grandes festivais como o Lollapalooza atinge, mas fazer isso na soma de vários eventos de médio porte, pulverizados pelo país, para que a experiência seja sempre “controlada”, com o objetivo de garantir a qualidade e, assim, conseguir uma audiência qualificada também, já que estamos falando com menos pessoas em cada praça.

Meca Festival Porto Alegre. Foto: I Hate Flash
Meca Festival Porto Alegre. Foto: I Hate Flash

Para que a gente tenha essa relevância, também trabalhamos muito com conteúdos criados em nossos canais, como uma rádio no Spotify, um canal de vídeos no Youtube, além do nosso site, que está sendo totalmente redesenhado, o meca.love.

(Pulso) Para 2016, o MECA preparou algumas novidades, como o MECAConference, voltado para a inovação; o MECAMarket, união entre design, arte e gastronomia, e até o MECAGames, entrando no universo dos jogos e esportes. Como aconteceu essa expansão da marca? O que podemos esperar dessas novas atrações?

(MECA) Entendemos que, para sermos uma plataforma que trabalha a cultura jovem, não podemos nos resumir apenas à música. Música é nossa espinha dorsal, fio condutor, é de onde viemos, mas para continuarmos crescendo de forma saudável escolhemos novos universos para trabalhar. Esses universos foram pensados com base no que o nosso público busca, através do nosso braço de pesquisas, uma vez que temos a BOX1824, uma das maiores empresas de pesquisa, como sócia.

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Nosso público nos abastece de informações e nós corremos atrás, assim como nossos Alphas e Betas, que chamamos carinhosamente de MECAFamily. São pessoas extremamente influentes e cheias de conteúdo que nos ajudam a criar todos os eventos e experiência MECA, pois acreditamos muito na colaboração.

(Pulso) Como vocês fazem a curadoria musical? Há interação com os pedidos do público ao longo do ano?

(MECA) Sim, existe muita interação, prezamos muito pelos pedidos do público. O  MECA sempre teve uma veia puxada para o indie rock, mas não somos limitados em gênero. Consideramos que toda banda que faz um show ao vivo de peso, que faz as pessoas vibrarem e se divertirem, é uma banda MECA.

Mahmundi no Meca Festival Porto Alegre. Foto: I Hate Flash
Mahmundi no Meca Festival Porto Alegre. Foto: I Hate Flash

Nos últimos eventos, inclusive, tivemos bandas de hip hop, como Racionais MC’s, e o reencontro do Thayde e DJ Hum, depois de 15 anos separados. Estamos também fechando parcerias com coletivos de música eletrônica, ou seja, tudo aquilo que se conecta com nossos valores e energia pode fazer parte do MECA.

O céu é o limite. E preparem-se, pois ao longo de 2016, teremos muitas, muitas surpresas!

Marcella Micelli é jornalista, blogueira, publicitária em formação e sempre está com um pé na pista dos festivais. Escreve também pro Tenho Mais Discos Que Amigos! e pro I Hate Flash.

 

 

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