10 Shows Imperdíveis do Palco Sunset do Rock in Rio - Pulso

10 Shows Imperdíveis do Palco Sunset do Rock in Rio

Reprodução / Rock in Rio

É sempre assim desde 2011, quando voltou à ativa. De dois em dois anos, o Rio de Janeiro recebe o Rock in Rio de braços abertos, lá pra setembro, durante dois finais de semana muito aguardados para os fãs de música e grandes nomes do entretenimento mundial.

Créditos: Reprodução / Rock in Rio

Visto por muito como um festival “muito seguro” e repetitivo em questão de lineup, o gigante Rock in Rio se prende à sua magnitude e história para sempre arrancar o público de casa nos quatro cantos do país (às vezes, do continente) e esgotar todos os seus dias em questão de horas.

Comparecer à uma data do festival é mais do que assistir aos shows: é participar de um dos maiores eventos culturais do Brasil, com um legado invejável e uma das mais ambiciosas reuniões de astros do planeta por metro quadrado.

Créditos: Reprodução/Colherada Cultural

Vai lá, me diz, deixando o gosto pessoal de lado e as hipsterices do momento: qual festival por aí, especialmente na América Latina, consegue reunir The Who, Guns n’ Roses, Lady Gaga, Maroon 5, Justin Timberlake, Alicia Keys, Aerosmith, Def Leppard, Bon Jovi, Tears for Fears, Pet Shop Boys e Red Hot Chili Peppers em uma semana? Só essa belezinha.

Isso sem mencionar as outras edições, nas quais nomes como Bruce Springsteen, Elton John, Rod Stewart, Rihanna, Metallica, Motörhead, Slipknot, Stevie Wonder, Shakira, Beyoncé, Alice in Chains, Sebastian Bach, Rob Zombie, Slayer, Faith no More, Mötley Crüe, Queens of the Stone Age, Mastodon aterrissaram por terras cariocas.

E sem incluir as clássicas, com Queen, Whitesnake, George Benson, Al Jarreau, Gilberto Gil, AC/DC, Ozzy Osbourne, Rita Lee, Yes, Prince, Joe Cocker, INXS, Carlos Santana, George Michael, Sting, R.E.M, Beck, Oasis e Dave Matthews Band. #RespeitaAMinhaHistória.

Por essas e por outras, venho com a missão de atentar a mais um ponto interessantíssimo do evento: o Palco Sunset, com curadoria assinada por Zé Ricardo.

Muitas vezes protelado em detrimento do Mundo, o Sunset reúne alguns dos encontros mais curiosos da música e surpreende aqueles que dão uma chance à faceta mais alternativa do festival.

Confira agora, portanto, os 10 shows imperdíveis da edição de 2017 do lado de lá.

Céu convida Boogarins (15/09)

A Céu é uma cantora brasileira que transita por diversos gêneros e consegue, como poucos, atingir sonoridades únicas e mesclar samba, R&B, jazz e tantas outras referências como ninguém.

No ano passado, ela lançou o aclamadíssimo Tropix e, agora em 2017, se prepara para dividir o palco com o Boogarins, banda goiana de rock psicodélico. Esteja por lá ao redor das 16h30.

Miguel convida Emicida (16/09)

Quem gosta de um som ~envolvente com toques de soul e R&B com certeza é fã do Miguel. O músico de 31 anos é ganhador do Grammy pelo hit “Adorn”, do álbum Kaleidoscope Dreams, mas ainda não é conhecido do grande público. Tudo bem, afinal, no Rock in Rio ele irá receber Emicida, ícone do hip hop nacional, para uma mistura de sons que tem tudo pra agradar os ouvidos. O show irá rolar às 20h.

Charles Bradley & His Extraordinaires (16/09)

Charles Bradley é Charles Bradley. O ícone, a lenda, o homem é um verdadeiro furacão do funk e soul, bebe na fonte de artistas como James Brown e Otis Redding e emana a aura dos anos 60 e 70 com maestria.

Apesar de ter sido reconhecido como o grande músico que é tarde demais, Bradley chega a tempo de fazer o público do Rock in Rio venerá-lo. Esteja pelos arredores às 18h.

Nile Rodgers & Chic (17/09)

Nile Rodgers dispensa apresentações. Produtor, compositor, guitarrista, arranjador e uma verdadeira lenda viva, ele vai abençoar sua noite com sua banda, a Chic, e proporcionar um dos melhores momentos do festival.

Vai por mim e fique plantado no Sunset a partir das 20h. De nada.

 Alice Cooper convida Arthur Brown (21/09)

Alice Cooper é um dos últimos rockstars vivos. Performer de mão cheia, o artista carrega mais de 50 anos de estrada e fundou o famigerado shock rock, com influências teatrais mescladas a filmes de terror e outras bizarrices. É bem ver pra crer mesmo.

Daí o Rock in Rio foi lá e resolveu juntá-lo ao Arthur Brown, outro músico espalhafatoso da mesma leva de Cooper e que tem uma voz inconfundível. They’ll feel you burn às 20h.

The Kills (21/09)

Duo formado por Alison Mosshart, aka VV, e Jamie Hince, aka Hotel, no início dos anos 2000 que toca um garage rock pra ninguém botar defeito.

A musíssima Mosshart ainda faz parte do The Dead Weather, um dos 8790 projetos do Jack White, outro gênio da música que não precisa de introduções.

Com 5 álbuns na bagagem, a dupla vai te fazer bater cabelo tal qual na época que os Strokes estavam no auge (#saudades). 18h.

Ney Matogrosso & Nação Zumbi (22/09)

É Ney Matogrosso e é Nação Zumbi. Juntos. Sem mais. Vai pra lá às 20h.

BaianaSystem convida Titica (22/09)

O BaianaSystem é um dos grandes presentes de Salvador pro Brasil e, em breve, pro mundo. Mistura com origens na guitarra baiana e sistemas de som jamaicanos, passando por cumbia, dancehall e dub, o grupo liderado por Russo Passapusso promete (e certamente irá cumprir) a missão de pôr o Rock in Rio abaixo.

Daí, como se não fosse o bastante, eles vão receber no palco a Titica, nome artístico de Teca Miguel Garcia, revolucionária cantora angolana e ícone do kuduro em seu país de origem. 16h30.

Sepultura (24/09)

O Sepultura deveria ser tombado como patrimônio histórico e cultural do Brasil.

Vai com tudo que não tem erro às 20h.

Ego Kill Talent (15/09)

O Ego Kill Talent é uma dessas bandas que dão orgulho do que produzimos no Brasil atualmente. Formado por músicos que já fizeram parte do Diesel/Udora, Reação em Cadeira, Sepultura e Pulldown, o grupo foi fundado em 2014 e contabiliza um disco homônimo, dois EPs e alguns singles, mas já mostra ao que veio.

O highlight desse ano foi a apresentação no festival Download, em Paris. Vale dar uma chance às 15h05.